Das Paisagens Que Trago
João Carlos da Fontoura
A forte garoa guasqueada que vinha do sul, se aninhava nas quinchas do galpão tosco.
26 edições · 252 poesias
João Carlos da Fontoura
A forte garoa guasqueada que vinha do sul, se aninhava nas quinchas do galpão tosco.
Paulo de Freitas Mendonça
Quando o horizonte límpido Se emponchou de nunens Matizou o céu Refletindo sóis por imagens suas
Juarez Machado de Farias
A estrada que corta a serra Leva a traz rodas ligeiras Diferentes do passado Com carretas cantadeiras.
Loresoni Barbosa
As lembranças vem a galope com a saudade nos tentos, e atropelando a memória faz-me rever a história
Wilson Araújo
Um galpão, um fogo de chão, um manojo de jujos pendurado à parede. Uma tira de couro que ganhou de um amigo, para os dias de chuva,
Moisés Silveira de Menezes
Não, não me pintem por favor, pilchado, bem montado em flor de flete; pelas bailantas, fandangueando alpedo, arrastando a asa pra morochas lindas.
Ruth de Farias Larré
São muitos dias de espera, ansiedade, fantasia. O sonho desata, louco, a inventar mil quimeras.
José Luiz Flores Moró
Nas guaritas bambas das porteiras fui sentinela em tardes de guri da teatina vida das estradas... Olhos distantes, de lonjura a fora,
Jurema Chaves
Pelas várzeas do meu peito, onde deixaste semeada, uma seara de amores, hoje as lembranças florescem,
Colmar Pereira Duarte
Amanhece sobre os campos. A bruma que se esgarça nos banhados E esconde as sangas E o capim molhado,
Loresoni Barbosa
Agosto alçou o poncho sobre os ombros da coxilha, entranhando nas canhadas todo sabor da invernia.
Juarez Machado de Farias
A estância se acordou Em dia de marcação, Chiando pelas cambonas Pra iniciar o chimarrão.
Moisés Silveira de Menezes
Quando vim de lá, trouxe quase tudo, tudo que cabia na velha mala sebruna e nos anseios de horizontes largos. Ficou um potro cabos negros
Elton Saldanha
Eu sou Maria Pequena, Maria Morena, Maria do Povo. Eu sou da terra do ouro
Loresoni Barbosa
Uma legião de centauros mete a cara na fronteira zombando a sorte dos ventos, pelo perfil da coluna
Juarez Machado de Farias
O Seu nome era Fraterno: irmão das águas do arroio que davam no Camaqüã.
Telmo de Lima Freitas
Oriental Zitarrosa Por que partiste? Obrero de la pampa, Por que te fueste?
Luís Lopes de Souza
Como um mísero desprovido e coitado, só te ofereço um gesto acanhado e rude, este poema também pobre e tresloucado que ao teu sorriso alcançará plenitude...
José Henrique Azambuja
Ronda noturna ao tranco largo coxilha alta e um mouro negro trocando orelhas, carrega destro, no lombo firme o andarilho.
Gujo Teixeira
noite grande...! dos retratos antigos pendurados na parede.
Joel Capeletti
Quando eu era piá, a gurizada do meu tempo atava bois de sabugos às caixas de sapatos para eternizar os viajantes quixotes.
Carlos Omar Villela Gomes
Voluntário! Falou. Não disse o nome, mas não foi esse o apelido que ficou... Os nervos de aço, os braços de tarumã, grandes olhos negros feito a própria guerra
Moisés Silveira de Menezes
Num ermo fundo de campo, no contra ponto forte do cerro, bem onde o rio faz a curva, no pago da minha infância
Moisés Silveira de Menezes
Quem embarca em barco alheio embarca anseios e medos abarca sonhos nos braços que lançam redes no mar
José Machado Leal
Fronte altiva, jeito franco marcas de tempo e sol... Bota garrão-de-potro, nazarena sete cravos,
Nenito Sarturi
No lombo de um flete mouro Que até parece voejar No pastiçal de flexilias Revisito, em pensamento,
Colmar Pereira Duarte
A morte chegou de quieto, com alpargatas farpudas de tanto campear viventes.
Telmo de Lima Freitas
A lua foi testemunha, Já quase clareando o dia, O redomão Ventania Não aceitou o baixeiro.
Pedro Darci de Oliveira
Meu senhor dono da casa ... A dalva desperta o dia Que adormeceu na lagoa. Os seus olhos preguiçosos
Moisés Silveira de Menezes
Confrades de rimas rudes, Tupã foi berço divino pra quem aprendeu a cantar com claves de vento e rio
Alvandir Oliveira
Um vento morno acaricia o pasto Sem muito esforço, sem pressa. Nesses ermos fundões de campos
Loresoni Barbosa
Poeira no corredor , Ensimesmadas coplas ao vento, Anseios no semblante estradeiro E uma tropilha de sonhos
Jadir Oliveira
Mais uma noite campeira, Chega encostando os gravetos No velho fogo crioulo Que acendi no meu galpão.
Nenito Sarturi
O temporal foi se armando Lá pras bandas do poente, Arregimentando os ventos E entropilhando as nuvens
Colmar Pereira Duarte
Com pão e vinho celebrei a vida Com os olhos no céu Trancei meu norte. Com mil cruzes
Guilherme Collares
Nasceu e morreu cavalo... ... e várias vezes veio a nascer... viver... e morrer cavalo...
Luís Lopes de Souza
O vento sola milongas Em monótonos rituais Num salmodiar aos que passam No rumo do nunca mais
Moisés Silveira de Menezes
Se é pra falar de araganos cavalos e homens gaúchos Pedro era o nome, recordo pedra Pedro, inquebrantável
Ari Pinheiro
Quero que saibas, meu irmão de trago, que nesta noite quase dia compartilhas deste balcão; que esta estampa judiada
Moisés Silveira de Menezes
Do alto de si mesmo, senhor de si... o cerro guarda a lagoa que se espraia vagarosamente... entrelaçada ao vento
Loresoni Barbosa
Nessa miséria campeira já não dou graças a Deus, maldigo as nuvens covardes que vem no final das tardes
Sebastião Teixeira Corrêa
I Me perco, as vezes, contemplando a estrada Que se prolonga ao rumo do infinito; Atrás, há um rastro de ilusão passada,
Glênio Fagundes
Rufando o tambor das asas, A garganta funda dos galos, Brota no atavismo sonoro... De um canto “leguero”!
Carlos Omar Villela Gomes
“ Hoje é um dia bom pra se morrer...” Pensou repentinamente, sentindo a alma nos olhos... Assuntou consigo mesmo na paz da varanda antiga...
Loresoni Barbosa
Desprovido de vaidades com a alma impregnada de bondade e de clemência, saí pra ver a querência
Colmar Pereira Duarte
esse poema sou eu, nessas palavras que floresceram de mim, na minha fala, se há espinhos e o poema cala, a flor dos lábios – úmida, entreaberta-
Luís Lopes de Souza
Na areia da ampulheta germina a desilusão, se o resumo da colheita não enche a cova da mão...
Adão Quevedo
da Silva Filho) Dona Isaura já beirava um século de existência,
Luís Lopes de Souza
Aqui o tempo não urge a consciência me sepulta no mofo da solidão, como a larva do repúdio ruminando a realidade
Fabrício Marques
Antes da aurora recolher o luto, um galo “bruxo”, ressuscitou “as casa”. Trouxe de volta água à cambona e um mate gordo para clarear as brasas.
Vaine Darde
A tarde cai mais cedo no horizonte porque sabe que te vais... As estrelas vestirão ponchos de nuvens Esta noite
Colmar Pereira Duarte
Na pedra somente o nome e duas datas, mais nada. Nas datas, os dois sinais: para o nascimento, a estrela,
Mano Terra
Ah! O tempo! Onde o tempo? Percebo agora, que o potro-tempo passou, assim, tão disparado!
Sebastião Teixeira Corrêa
Olhei o tempo, pelo vidro embaçado das retinas, onde uma nuvem mansa de neblina, aquerenciou-se, sem pressa de ir embora...
Mário Amaral
Há um ar de ternura nesta noite litorânea! As estrelas pousaram no espelho deste pedaço de céu. A água clara com semblante de
Moisés Silveira de Menezes
Livre, surgiu no deserto tripartido por amor à tenda, à lança, ao cavalo. Nômade, migrou no rumo que lhe apontava a inquietude
Guilherme Collares
Nove leitos de hospital, paredes e rostos alvos... ...e o Cristo crucificado, olhando - compadecido -
Carlos Omar Villela Gomes
Não sei se vem de longe este desejo que me faz navegar tantos mates... Um beijo doce transborda no manto azul dos meus sonhos,
Juarez Távora Pacheco Fialho
Quando o ventito afiado farfalhar As folhas do umbu guardião. . . Quando o ronco sonoro do mate novo Ecoar neste chão. . .
Adão Pedro Bernardes
Solidão é se sentir, rodeado de ninguém é não ter quem querer bem por quem ficar ou partir
Guilherme Collares
E foi assim que deixei meu pago: semeando sonhos pra colher saudades… …levando ausências de taperas nos olhos e silêncios de furnas guardados em mim…
Vaine Darde
O dia se foi mais cedo E a noite chegou na tarde. Sem pôr-do-sol, na campanha, Apenas escureceu...
Luís Lopes de Souza
Um sol solene e longínquo se fez lume da ribalta no palco do barbarismo...
Moisés Silveira de Menezes
Quando o sol se esparge em raios Sobre a coxilha e plainos Vozes antigas renascem Pelas encostas dos cerros
Guilherme Collares
A correnteza é a lágrima que choram, as pedras mouras do porto das lavadeiras...
Moisés Silveira de Menezes
Cando la pampa se duerme entre zambas y vidalas que viven en los ocultos del alma y de la guitarra,
Pedro Darci de Oliveira
Na ruazinha do meu bairro Quase em frente a minha casa, As lembranças criavam asas Quando um violino tocava,
Cristiano Ferreira Pereira
Tropeiro das noites curtas... na ronda das tropas grandes. Orelhano...
Egiselda Brum Charão
Feito as filhas de Tupã fui trazida pelos ventos. Sou a mulher pioneira, sou peona galponeira,
Carlos Omar Villela Gomes
Como chegou, ninguém sabe, Ninguém viu nem se importou... Apenas passos cansados E um silêncio que restou.
Nenito Sarturi
Eu poderia ter nascido longe, do outro lado do vasto oceano, nas savanas da África Central, no tórrido deserto do Saara
Sebastião Teixeira Corrêa
As rimas xucras dos versos, se retesam na garganta Quando canta um pajador; E o poema toma forma, quando
Loresoni Barbosa
Hoje; meus olhos órfãos de lágrimas Desprenderam-se do eterno outono Desprezaram horizontes largos, Despiram-se de dor e madrugadas
Moisés Silveira de Menezes
O rio, santuário andante Fascina, atrai e trai Espírito em movimento Vivenda de vida e morte
Colmar Pereira Duarte
Foi domador, como tantos, mas domava como poucos. Do berço trouxera a sina de ginete e “saidor”;
Guilherme Collares
- Que Deus maldiga a memória do índio Pampa bandido que matou o meu cavalo!... ... rumina Sargento Antonio
Vaine Darde
O que direi de nossa estirpe Para os que, um dia, Nos buscarem na história? Para os homens do futuro,
Luís Lopes de Souza
Seu peito também tapera... Sua alma também ruína... Da estância, vagos sobejos Na palidez da retina...
Tadeu Martins
Do meu repertório Não passa de um Assobiozinho vaneirado
Colmar Pereira Duarte
Se a terra tinha dono E se foi dito ou não, por Tiarajú, A quem bania os índios Pra dividir a posse desse chão.
Léo Ribeiro de Souza
Repisando o próprio rastro que ficou petrificado nos lamaçais, por três dias, quando desceram as quebradas da Serra da Bananeira rumo a Conceição do Arroio.
Luís Lopes de Souza
“...Deus deixou, segundo sua vontade as coisas fracas para confundir as fortes e as coisas loucas para confundir as sábias...”
Carlos Omar Villela Gomes
Os olhos nem se cruzavam desde a saída pra lida... Um vinha mais que montado num baio que era um colosso,
Sebastião Teixeira Corrêa
- Deus abençoe os poetas Que transformam sentimentos Em palavras de ternura, pros veios do coracão! Deus abençoe os poetas
Lisandro Amaral
Caminho que a alma traduz vestido de luz, num motivo guardado... caminho que o tempo reluz do calvário e da cruz no poema sangrado
Vaine Darde
A luz te busca, se projeta tonta, Pousando leve no teu corpo claro: Te envolve em ouro quando o sol desponta Luzindo em formas de relevo raro.
Carlos Omar Villela Gomes
Não sou as rugas e os cortes Que a vida marca em meu couro... Sou bem mais que algum lamento À beira deste fogão.
Ruth de Farias Larré e Antônio Ribeiro
Quando ele veio pela primeira vez, era somente uma visita estranha, trazendo lá de longe, além-fronteira, o belo som da fala castelhana.
Pedro Júnior da Fontoura
A morte pinta de negro Este encontro com a dor. Uma lágrima, um soluço, Na muda ausência do amor.
Carlos Omar Villela Gomes
Não se debruçam meus sonhos Em parapeitos rachados... Nem nas janelas gradeadas Que teimar em se fechar.
Everton Michels
Se findando a primavera, O dia! se põe nublado, Me quedei... abichornado Ao som de uma milonga,
Cristiano Ferreira Pereira
O medo... seduz o bico da pena, e ofusca a luz do poema que... cala por não saber.
Rodrigo Bauer
I Eu sinto no soneto algo de etéreo, um sopro de magia em movimento... É o ar que se transmuda e faz-se vento
Roberto Mara
Eu amo o Pampa Gaúcho: largo, heróico, sem bucal, irmão da pampa oriental e dos verdes transplatinos.
Vaine Darde
Procurando minha história Andei rastreando memórias Por onde a história passou E, dentro de um baú,
Carlos Omar Villela Gomes
Não me digam que sou negra de alma branca, Pois minha alma tem a cor que eu mesma ostento! Negra minha pele, sim senhores, Negra minha alma, com orgulho!
Cláudio Silveira
O horizonte de um cogotilho, se moldava mansamente, a preceito...(tempranito)... Entre as folhas templadas da “Corneta” antiga,
Luís Lopes de Souza
Do luzeiro incandescente sobeja só uma réstia... Esse corpo diminuto
Carlos Omar Villela Gomes
Se não estás aqui não tenho culpa, Mas se eu estou aqui, a culpa é tua! Não soube dos teus trancos e teus sonhos, Nem lembro dos teus passos pelas ruas.
Cristiano Ferreira Pereira
Não!... Não ficou tapera a fazenda antiga! Arrendou os campos,
Mateus Neves da Fontoura
Venho do fundo do tempo Me chamam diabo por velho. Fui santo anjo no Império Banido por traição
Vaine Darde
A chuva se derrama desde o cerro e a noite trás acordes de cincerros nas lágrimas da quincha sobre o balde... Ah, que triste a cantiga da goteira
Colmar Pereira Duarte
Seu pai fora bolicheiro. Por essas razões da vida Que até mesmo quem mais sabe
Guilherme Collares
Foi num tempo, há muito tempo Que este estória se passou. Tempo que os bichos falavam -Minha avó, assim contou:
José Luiz Flores Moró
Quando os primeiros fios de barba me mancharam o rosto E a pompa de ser homem deu-me asas No nômade motriz dos meus sentidos, Parti do rancho ninho dos meus pais
José Luiz Flores Moró
Antes... Bem antes da luz da madrugada, Nessa hora tranqüila em que a peonada Busca sonos no campo das lonjuras,
Vaine Darde
O que se passa afinal? será estou invisível ou vocês são meu delírio? Será que ninguém me vê
Carlos Omar Villela Gomes
O coração que nos leva pulsa forte E mostra em seu sangue porque veio... Porque se inscreveu nestes silêncios Que marcam suas pegadas pela areia.
José Luiz Flores Moró
I É uma noite medonha... Muito fria, A que transponho solito... Cavalgando, Meio sem rumo, em trevas, procurando
Márcio de Andrade Madalena
Meados de mil e quinhentos Numa província da Espanha, De Ronda o Mundo ganha O pai de muitos talentos,
Vaine Darde
Louca? Por que será que sou louca? Será porque ando lendo Tantas sílabas de lua
Guilherme Collares
- Don Antonio, toma um trago!... - que eu já tô quaje borracho e vô me empedá de vez! - ... que hoje, o assunto é mui largo
Carlos Omar Villela Gomes
O sétimo dia chegou cedo... Cedo demais ou me perdi nas contas E eu aqui, sem uma flor sequer; Sequer um choro pra lavar minha alma,
Vaine Darde
Velho, sem retovos, genuíno na retina dos espelhos.
Moisés Silveira de Menezes
Não busquem pelo poeta na teia crua do verso. Fantasmeiros figurantes ressuscitam gastas lendas,
Jorge Claudemir Soares
Uma grota, uma sanga, e um rancho a beira-chão, Assim era o meu rincão na costa do Caiboaté.
Gilberto Trindade
É um trovão no descampado e uma carga farroupilha É o pampa de braço erguido derrubando o alambrado
Andréia Sá Brito
A vida me bate e ofereço a outra face. Das dores que só eu conheço, não as nego, nem as mereço.
João Antônio Marin Hoffmann e Sebastião Teixeira Corrêa
Tava incrustrado no couro, já era herança de vidas... Queria cambiar deveras, de posteiro, minha lida, Quando o capataz matreiro deu-me um presente de grego, Já me esperava ençilhado, o maula de cabos negros...
Cláudio Silveira
Enquanto um “hornero”, Faz bombeador da cabeça de um palanque, (na liturgia antiga de chamar o dia em “tempraneras” clarinadas) Antônio Estarrabachél, “empeza” a lida com o sentar crioulo de basteiras,
Moisés Silveira de Menezes
A face nua primeira da pampa longe do gado, distante de seus cavalos antes das lanças e espadas.
Luís Lopes de Souza
Gaúcho...! Um baita Gaúcho!! Patrício miscigenado que na inquietude do tempo reza glórias e ressábios.
Roseli de Fátima S. dos Santos
Porque será que uns viventes com acordes bem timbrados vão dedilhando o passado e se olvidam do presente?
Carlos Omar Villela Gomes
Gota a gota, afogou o que era belo E eu finei na torre alta de um castelo Que, sem base, foi criado pra afundar.
Diogo Correa
Eu, não sou eu... Eu sou o campo de exauridas terras, natural riqueza que vai se acabando. Entranhas expostas, feridas abertas,
Guilherme Collares
Rol de bens a inventariar: 20 quadras de campo de baixa qualidade; Casa, galpão e mangueiras muito antigos e mal conservados;
Sebastião Teixeira Corrêa e João Antônio Marin Hoffmann e João Adauto da Silveira
Prás bandas do palmital, onde o sal tempera o chão, Nas manhãs frias de julho a lida desperta o sol, Pr’alguns Joões que a vida, não foi assim generosa, Pois, nesta plaga arenosa, quando opções se consomem,
Rodrigo Bauer
a cor da liberdade da janela; ninguém conseguirá passar por ela buscando o outro lado desparelho!
Francisco Rollof
Um pealo do Patrão Velho Tirou-me a essência da vida Num sopro firme e certeiro... E aqui estou, solito, confuso...
Vaine Darde
De tão clara, a lua cheia acordou o girassol... E a pampa enluarada Se reflete nas aguadas
Cláudio Silveira
...Aos que tem Rumo e Querência - sempre sobram motivos pra voltar!... Pra quem nunca teve norte - pouco importa a direção dos ventos... ...Filosofias de galpão pelas tardes de garoa, De quem nasceu no campo - quando a vivência era a lei maior...
Carlos Omar Villela Gomes
O vento vil não me verga Nem quebra a fibra da estampa Que o lombo forte do pampa Um dia viu florescer;
Jéferson Rogério Valente de Barros
O despontar da estrela d’Alva Desfaz o tom de acalanto Do guitarrear milongueiro Da madrugada gelada.
Tadeu Martins
Viu, Aurélio?, Gaiota deve ser gaiola (sem a travessa no tê).
Adriano Silva Alves
Tenho uma marca estampada “a flor da pele” Que me difere sem saber dos meus iguais... Tenho essa marca porque já fui índio...
Mateus Neves da Fontoura
O campo aberto de uma folha em branco É terra entregue à inspiração inquieta... É sesmaria onde se planta a alma Quando o sesmeiro teima em ser poeta!
Juarez Machado de Farias
A minha infância residiu Na costa do arroio, Na costa do rio.
Luís Lopes de Souza
Já faz tempo, muito tempo... Visto com certo malgrado enterrei velhos ressábios nos longes deste lugar,
Fernando Saldanha
Vem vem vem Vento vem... Vem vem vem Vento vem... Vês...
Jorge Luiz da Rosa Chaves
Nos sinuêlos risos das luzes do outubro, Quero ser ponteiro a tosar clinudos Com flecos de aurora... Aparar cascos pelas sombras tenras
Rodrigo Canani Medeiros
Acordei de relancina co’as batidas do martelo me acarcando o pensamento, olhei na volta do rancho
Rodrigo Bauer
Além de todos os marcos, das pontes e das divisas, depois dos campos e cerros que somem sob o horizonte, há uma fronteira cortada que o tempo não cicatriza; nela se ocultam as horas dos amanhãs e do ontem...
Vaine Darde
Grace Nardes (violino) - Sergio Nardes( teclado) (MASCULINO) Me empresta a luz dos teus olhos
José João Sampaio
Venho das matas e selvas Das pampas e pantanais Das tabas e dos quilombos Senzalas e canaviais
Guilherme Collares
Amanhecidos silêncios revoam nas asas tristes dos tajãs pelas canhadas... E os espinilhos refletem,
Mateus Neves da Fontoura
Com a mesma estrada nos olhos Encerro o dia ao meu jeito... Enquanto o sol, por direito, Se vai apagando as brasas,
Henrique Fernandes
Morri antes de mim... ...sucumbido neste tempo de vaidades e ganâncias... Morremos eu e a estância... galpão, mangueira e palanque. -arquitetura entalhada nos relicários da alma-...
Adão Vargas Dias
Êra boi... Marcha boiada. Olha o rodeio boi...
Jorge Claudemir Soares
O tempo aqui é parado, dá a impressão de não andar! O medo vem me espiar pela janela gradeada.
Luís Lopes de Souza
DEUS... por regra da criação fez o tempo em três etapas... e os chamava de irmãos. O mais velho era o PASSADO!
Carlos Omar Villela Gomes
O velho testamenteiro abriu quieto o envelope Que exigia sua função... Na sala escura a família, num luto dos bem sentidos, Aguardava o conteúdo do envelope timbrado...
Jurema Chaves
Guardo na moldura dos meus olhos A imagem de um tropeiro Velho peão carreteiro Que tantos rastros deixou...
Jurema Chaves
Não me ofereças assim o teu sorriso Pois em mim, não há mais tempo pra sonhar Teu riso ascende em mim tantos anseios Mas a mão do tempo, já me botou o freio
Carlos Omar Villela Gomes e Bianca Bergmam
As asas da poesia não têm plumas Mas revoam muito além do céu imenso; Levam junto as raízes do que penso E propagam claridade frente às brumas.
Luís César Soares
O minuano matreiro timbra os ares com assobios compassados... De carancho, adentra os ranchos nessas invernias xucras,
Ari Pinheiro
Não, Não são minhas estas palavras, Que quando vim ao mundo Nada trouxe de meu...
Cândido Brasil
Abre-se a pálpebra do dia descortinando a manhã, bocejando num afã de alumbrar sesmaria,
Henrique Fernandes
Nasci espinho na rama da flor... ...e aos olhos da dor perdi a beleza... A flor colorida, em vida e nobreza e eu... um espinho... destino? -tristeza-...
Luís Lopes de Souza
Não... não será preciso uma estátua de quem foi um monumento sem pretensões simplesmente... Sua memória é um ementário
Rodrigo Bauer
I Eu trago um lenço branco no pescoço... O velho lábaro republicano que vence o posto trivial do pano
Luís Lopes de Souza
Se a pedra ficar polida meu labor não foi a esmo... Quando me for, vou cantando in memória de mim mesmo....
Moisés Silveira de Menezes
Quando o sol da meia tarde clareou os sulcos do rosto do andante que chegava, jeito simples, tranco firme,
Cristiano Ferreira Pereira e Cláudio Silveira
“...Quando um poeta embuçala... Tropilhas de nostalgia, Quem declama ajeita as garras Para domar elegias...
Henrique Fernandes e Jadir Oliveira
Qual é o ponto de partida? A morte ou o nascimento...? Parei pensar um momento Nestes mistérios da vida...
Jorge Claudemir Soares
Eu tenho visto muitas faces! Faces de gente que sente, faces de gente que mente, e faces de gente que chora.
Gujo Teixeira
Venho ao meu tempo senhores contar de um tempo antigo, que nunca vi, nem estive mas que em mim sobrevive,
Luciano Salerno
Sou frente... do rubro crepúsculo no firmamento, Trago por dentro o gen do centauro das coxilhas, Levo pelas trilhas a coragem da gesta guerreira, A fibra da casta campeira onde o orgulho rebrilha.
Adão Pedro Bernardes
Um eterno recomeço é isso que a vida é um amontoado de fé onde sorrio e padeço
Maximiliano Alves de Moraes
Nascia fronteiro Como tanto outros Que a própria vida amadrinha Pra que percorram a linha
Luís César Soares
Num findar de tarde mormacento... Por birra com o angico, o Jacarandá roceiro pulou o alambrado, e foi crescer na beira do barranco abaixo do olho d’água. Queria fazer sombra pra cacimba!
Adão Vargas Dias
Com arado ¨vira-o-ferro¨ E minha junta de bois, Vou romper grama e macega Na capoeira do ¨Repecho¨,
Paulo Ricardo Costa
A noite traz seus encantos... Vestida em ponchos de luz, E a um par de olhos, seduz... Tisnado a prata de um manto...
Carlos Omar Villela Gomes
Meu tio tem uma montanha... É uma montanha encantada! A grandeza da paisagem Contraponteia meus passos,
Paulo Ricardo Costa
As mãos do meu avô eram grandes, Com dedos em formas de garras... Enrijecidas na parte adunca dos calos, Desenhavam os mapas da vida...
Adriano Medeiros e Cristiano Medeiros
Não sei de onde vem a sina De sair campeando corcovo, Nasceu talvez lá pela Ibéria... Nas mãos ginetas de um Mouro.
Luís Lopes de Souza
Deixem falar o tropeiro pela memória do tempo... Pois o rol de sua memória é um lenitivo de glórias
Léo Ribeiro de Souza
- Estou ouvindo os tambores... ... e vem lá do Morro Alto! Cruzam, no mais, o asfalto expressando os seus valores.
José Luiz Flores Moró
Costurei bruxas de pano nos partos da brincadeira E eu sei, nesses meus conceitos, de que fui mãe verdadeira Da infância de minhas bonecas ...
Bianca Bergmam
O homem dentro do espelho olhou bem fundo em meus olhos A procurar as respostas que precisava encontrar. Foi passeando em meu rosto a descobrir seus caminhos, Por estes vincos rasgados que o próprio tempo gravou.
Sebastião Teixeira Corrêa
Das gargantas eloqüentes, como o nascer de um teorema, Vai emergindo o poema que o poeta rabiscou, E as mãos... ( a vida no estro...), à modelar, qual maestro, O concerto que brotou...
Joseti Gomes
O corpo todo se entrega quando a alma entende o verso... ..........................................................
Cândido Brasil
O dia vai fechando os olhos e a tarde relaxa o músculo, puxa o pala do crepúsculo e vai cobrindo restolhos, deixando imagens em molhos, ao calor dos raios do sol
Everton Michels e Robson Fogaça
I Nos versos longos falta teu cheiro, Na cama só... o calor das horas, A falta inquieta calça as esporas
Guilherme Suman
Uma visita silenciosa Adentrou o meu jazigo; Com olhos de quem quer prosa Deparou-se, então, comigo.
Joseti Gomes
e Dhouglas Umabel (violino) Paredes entortam quadros, janelas trincam vidraças...
Henrique Fernandes
Se meus versos imperfeitos Se aperfeiçoarem nos netos Neste terrunho dialeto Carregarás o meu jeito...
Sebastião Teixeira Corrêa
Os sulcos fundos das rugas São rios de águas salgadas Que a erosão do meu rosto, Formando um mar de desgosto,
José Luiz Flores Moró e Ari Pinheiro
Existem certos momentos Em que a inspiração adormece E o poeta parece Viver um estranho torpor...
Caine Teixeira Garcia
O lado escuro da sombra É o mais escuro dos lados... Transita em meio ao que é certo Mas vive mesmo do errado!
Adão Quevedo
O punhal que me feriu, não foi por mão inimiga, nem por ofensa ou intriga... Era inocente o seu fio.
Francisco Carneiro Neto e José Mauro Ribeiro Nardes
Quando a alma se escancara e abre as porteiras do ontem, Meu olhar busca horizontes pelos rumos que imagino, Sigo no cabresto do tino, rememorando paisagens, E relembro as imagens que eu olhei quando menino.
Luís Lopes de Souza
"Me gusta" de um verso livre... Velhas primícias prosaicas desprovidas de resumo. ... munícios para o consumo
José Luiz dos Santos
O balanço da cadeira silenciou num de repente, quando o neto na sua frente apeou do “malacara”.
João Antônio Marin Hoffmann
Assim cresceram os dois, com parescença de irmãos. O branco, fez-se maestro no manuseio da pena! O mulato, mais campeiro, com precisão de doutor No manuseio da faca, fez graduação no carneio.
Luís César Soares
“Meus pés inquietos Dançam a milonga do vento, Ventito morno, vaqueano de tormenta... Essa tropilha de nuvens cinzentas
Jorge Claudemir Soares
Fiz um mate bem cevado desses ditos “de patrão”, pra acalmar o coração e remoer os pensamentos,
Léo Ribeiro de Souza
I Pele de bugre, de marrom praieiro, matiz de bronze destes memoriais, couro curtido dentre os canaviais
Sebastião Teixeira Corrêa
I Tira tua venda ó Deusa da justiça E olha nos olhos dos teus magistrados, Vejas o quanto que andam degradados
Vaine Darde
I Talvez se Renoir de ti soubesse, da luz que no teu riso se revela,
Adão Quevedo
Minha visão é tão clara quando recordo de ti, fisgando algum lambari num caniço de taquara.
Caine Teixeira Garcia
Voltei... ...me aguarda a tolderia de um poncho! De suas baetas escorrerão penas Que hei de colher nesta vida,
José Luiz Flores Moró
Vestido moldado na extirpe gaúcha, Em mescla de bruxa e estampa monarca, Eu trago um Rio Grande bordado entre as rendas E a raça da prenda sem dono e nem marcas!
Érico Rodrigo Padilha
As madrugadas alcançam as minhas rondas de insônia, Perdi a soma das contas que já varei noite à dentro, O mate quebra o silêncio desse ritual costumeiro, Ouço um grilo seresteiro contraponteando a guitarra
Jadir Oliveira
Quando me recosto sorvendo um amargo andejo lonjuras, sem sair do galpão... Meus olhos de campo se viram pra dentro,
Carlos Omar Villela Gomes
I Um mundo de silêncio e pedra bruta Jazia sob as nuvens carregadas; No sangue, que verteu de tantas lutas...
Mateus Neves da Fontoura
Mansas corujas descansam Nos cernes dos contramestres E as horas até que parecem Se espreguiçarem pacholas
Henrique Fernandes
CANTATA: Se eu não sei onde ir Não vou a lugar algum Peço a benção aos Orixás,
Adão Pedro Bernardes
Esta noite te esperei mas que doce e longa espera já deixou de ser tapera meu coração eu bem sei
Rodrigo Bauer
I O lobo que há em mim está dormindo, mas tem ouvidos bons e sono leve! Espreita, pelas sombras, quem se atreve
Adão Quevedo
Morreu o velho Sobral... Que pena, que judiaria... Nunca mais a poesia terá outro poeta igual. Ele era o menestrel, dos mendigos, dos sem nada. O que alma lhe ditava, nem precisava papel,
Caine Teixeira Garcia
Ressona a estância... Meus devaneios, não! Sobrevivo assim, num purgatório reflexivo... Travo embates - em meus adentros
Sebastião Teixeira Corrêa
Ao despeonar-se, Juvêncio, juntou as tralhas que tinha, Poucas relíquias guardadas numa vida de ilusão: Aperos de montaria, facas de aço, forjadas, Cordas campeiras, trançadas, pra lidar com redomão
Vaine Darde
Não sou poeta! Mora em mim um louco que tem crises de roseira em gestação,
Mateus Neves da Fontoura
O frio que me corre a espinha percorrendo o corpo, Que me gela os ossos, o espírito e que me escarnece a alma.... É o gêmeo calafrio ... O arrepio-irmão da arritmia que me aquece a carne! Enquanto a boca me insiste em salivar as fantasiosas divagações de noite e calmaria... lembranças de um tempo que está logo ali, parece ontem!
Carlos Omar Villela Gomes
Me tira esses “zóio”, “zoiúdo”, E vai procurar teus “cupinchas”... Sou cria do oco da grota E logo rebento tua cincha;
Suelen Mombaque Schneider
A casa emudeceu-se... A sinfonia do chiar da chaleira Calou o mate que não mais roncara.
Paulo Ricardo Costa
Coloquei reticências nas frases da vida, Por saber que a vida não tem ponto final, E refiz as metáforas de palavras seguidas, Seguindo o caminho do meu próprio ideal.
Djalma Corrêa Pacheco
Pra mim, O sol não desenha silhuetas do galpão Quando a noite engole o dia. A boieira não se esconde na coxilha
Leandro Araújo
A noite calma e serena Nos toca seus magros dedos. Vultos por entre as sombras Perambulando seus medos
Rodrigo Bauer
Há bens que a gente não guarda no cofre nem no galpão... Não são passíveis de compra, de venda ou avaliação! Não há como compará-los com outros bens em questão... Só são visíveis aos olhos da alma e do coração!
Matheus Costa
Na volta da encruzilhada vão quatro sombras adiante. Pastando a lua minguante num espelho de banhado.
Sebastião Teixeira Corrêa
Nasci no campo, como nascem tantos outros, Ouvindo os potros em relinchos, de retoço, Os sons da vida nas vozes da natureza E a correnteza do arroio, antes do poço
Léo Ribeiro de Souza
Te bombeando, assim, dormindo, neste quarto decorado, fico horas ao teu lado te acariciando e sorrindo.
Fabrício Marques e Otávio Lisboa
Terrunha... Arte crioula... Alma em raízes no chão Feito um materno cordão Sem tesouras por destino
Chico Fontella e Rodrigo Lopes
Vou teimando em fazer versos Em soltar minha alma inquieta Porque a sina de ser poeta Eu trago por dinastia
Danilo Kuhn
Sua alma içou velas em busca de um novo cais. Tantos sonhos, tantos ais, guiados pelas estrelas...
Joseti Gomes
Na penumbra do salão eram risos que falavam e desfaziam contratos desses de fios de bigode.
Carlos Omar Villela Gomes e Bianca Bergmam
“ Abrindo nossos trabalhos Pedimos a proteção Ao nosso Pai Oxalá Para cumprir nossa missão.”
Guilherme Suman
(I) Gaúcho apenas, num fundo de mundo, Num pátio de pátria ao sul que há no sul. Num naco de pampa, um longe que há,
Henrique Fernandes
Resvalo a mão na testeira de um preparo de trança chata, de corredor e arremate feitos com a lonca da zaina,
Matheus Costa
Porteira chora pra o vento, assim como a sanga clara conduz seu lerdo lamento aos pedregulhos ribeiros…
Edson Marcelo Spode
Extraviando o chão sulino Em cada sentar de cascos E o costeio dos carrascos São a sua única guarida
Matheus Costa
Balbuciou o laço atado seus queixumes e lamentos enquanto preso nos tentos d'um cristão enforquilhado.
Alcindo Neckel
O tempo que penaliza vem desprovido em si, num viver que ironiza a decadência do fim.
Léo Ribeiro de Souza
Trago ao reponte um destino, um fado, e que me prende a cultivar raízes correntes de aço, grilhões bem cadeados silenciosos, densos, invisíveis.
Juarez Machado de Farias
conhecem a terra que se esconde no chão de suas botas. Conhecem a semente que brota no campo a fora da existência,
Loresoni Barbosa
CONHEÇO UM PAR DE MÃOS CALEJADAS DE ESPERANÇAS, AMPARO DOS MEUS SEGREDOS, DOS TEMPORAIS A BONANÇA, QUANDO A ESTRADA ME CARREGA PARA SEGUIR UMA TROPA, SÃO O ADEUS NA PORTEIRA, O ABRAÇO PRA MINHA VOLTA.
Arabi Rodrigues
Já fazia um “ano e pico” que aquele “quilinudo”, deu “o-de-casa” na frente da fazenda do seu “Juca”.
Jadir Oliveira
O que haverá por detrás do homem? Quais os mistérios que sua alma tem? Quem saberá para onde caminha? Quem saberá de onde ele vem..?
Joseti Gomes
Dona Antônia faz a reza, Que a gente quase não ouve, Porque nasceu noutro tempo… Dona Maria dos chás
Danilo Kuhn
Palavras de luz e céu despontam no horizonte da aurora dos olhos teus... Sou menos noite que antes;
Henrique Fernandes
Longe de si e dos seus A vida passou num upa. O tempo cobrou- lhe o preço Na distância das estradas.
Bianca Bergmam
Foi há muito, muito tempo, Ou quem sabe, ainda nem foi... Muito pó e pouca vista a confundir os olhos
Carlos Omar Villela Gomes
Eu sou apenas palavras Pelas palavras de alguém; Eu não respeito ninguém, Apenas semeio o nada.
Luís César Soares
O ipê semeando flores ao vento… O tranco lerdo do cavalo… A carrocinha… O leiteiro… Minha mão junto a mão de meu pai,
Joseti Gomes
A mão que costura os panos também recorta da história os remendos pendurados na imensidão da memória.
Danilo Kuhn
I. No meu universo, extremo, feito um barco sem remos,
Otávio Severo
I Extraiu dos matos a fragrância casta respirando ventos em lufadas vãs,
Cândido Brasil
Em nome da pauta, da pena do poeta, da mente inquieta e da alma incauta, do real e além, do verbo e do canto, do Espírito Santo da Poesia, Amém!
Alcindo Neckel
(I) Uma chave enferrujada se perdeu pela trilha do pensamento abstrato, onde o vazio preencheu o passado.
Henrique Fernandes
Brandia o vento no campo salmodiando um canto triste num preludio de saudade... A capa emaladita
Matheus Costa
Busquei na sombra copada que existe no olhar dos meus, um pouso para a jornada que por diante se estendeu;