A Cançao da minha infancia
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Naquela casinha branca que, hoje, é uma triste ta\pêra vivi tantas primaveras semeando e colhendo flores aos meus sonhos de quimera nada mais é como era nasceu saudades e dores.
Tudo ali era alegria lembro as noites de verão meu pai com seu violão cantava para o luar, a mamãe lhe acompanhava tudo me emocionava hoje, resta recordação, ás vezes pereço ouvir a voz dos dois a cantar.
Naquelas noites bonitas o luar cobrindo o campo duas vozes num só canto de romantismo e beleza se juntava á natureza na dança dos pirilampos eu aplaudia e sonhava num mundo cheio de encantos.
Hoje com a voz embargada num soluço de emoção eu sinto meu coração falando dentro de mim recordações não têm fim canto, violão e poesia saudade e melancolia pois a vida quis assim.
N força desta saudade torna mais viva a lembrança de uma prendinha criança que cresce neste jardim entre ternuras sem fim Meu Deus te pergunto agora: por que foi levado embora o senhor que havia em mim?
E as lembranças viajam na minha imaginação pareço ouvir o violão tocado pelo meu pai quando uma lágrima cai perdida na solidão são mágoas do coração do tempo que longe vai.
Estas saudosas lembranças me trazem presa ao passado aquele mundo dourado que não voltará jamais o meu recanto de paz que se perdeu na distância a canção da minha infância cantada pelos meus pais.
Eu te pergunto Patrão Santo pra onde foi esta alegria? aquela doce harmonia que num dueto de voz enfeitava a noite calma e dentro da minha alma deixou uma saudade atroz.
Hoje só resta lembranças das alegrias de outrora que o tempo levou embora deixando em meu coração a imensa recordação pois é de saudade agora que o meu sorriso chora ouvindo a doce canção.
E o tempo foi passando no embalo desta canção cantada com emoção pelos meus queridos pais e a saudade dói mais ouvindo esta melodia que o tempo leva e não traz e chorando em canto agora meus sonhos foram embora são versos que a vida faz.