A Dona da Doma - Silvio Genro
17º Bivaque da Poesia GáuchaPublicado em
Aquela, Não era a primeira vez Que ele domava cavalos Lá na Estância da Caleira... -No que escapa o Carumbé!
Quando se deu por gente, Já andava pelo mundo Domando potros alheios Pra montaria dos outros...
De seu? Só tinha os arreios, Um rosilho bom de freio E a fama de domador.
Mui conhecido de todos E respeitado por muitos, Era mal-visto por poucos Que lhe invejavam o dom De saber, como ninguém, Tirar as “coscas” dos potros...
-E das chinocas também! No mais... O povo se encarregava De romancear sua vida E aumentar os seus feitos No trato com os baguais.
...De um jeito manso que tinha, De olhar os potros nos olhos E prosear em silêncio Co’a alma dos animais.
Aliás, Mesmo feitiço que usava Com as prendas que amansava Pra tarca de seus romances...
Aquela, Não era a primeira vez Que ele domava cavalos Lá na Estância da Caleira... -No que escapa o Carumbé!