A Ironia do Meu Fim
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Numa noite enluarada caminhava por aí Sem destino pela estrada sem um rumo pra seguir Pois pra mim a vida é sem graça se você não está aqui Sou um pobre João sem nada sem motivo pra sorrir Minha vida e amargada peço a Deus o que eu fiz Pra perder a minha amada e a chance de ser feliz Hoje todas madrugadas não consigo nem dormir Sinto as pernas destapadas e você não ta pra me cobrir Cama assim tão solitária juro a Deus que nunca vi Levanto e sento na escada pego a foto dos guri E uma pergunta me maltrata, pó que tinham que partir? Me perco nas horas ingratas e do sono desisti O sol já rompe a geada e um novo dia esta por vir Com o revoar da passarada e o canto do bem te vi Mas uma idéia encucada me bateu e decidi Peço a virgem abençoada que olhe e rogue por mim Pois nessa vida malvada já cansei de existir Logo pensei na espingarda mas o cartucho eu perdi A corda no boi ta amarrada e não quero deixar ele fugir So me resta minha adaga que nunca usei pois consegui Com o pai da minha adorada que quando me deu disse assim -Essa foi feita pra ser usada pra acaba com um infeliz Era minha sina traçada e desse jeito que eu fiz Fiz correr pela buchada,a dor mais forte que senti No fio da faca afiada, a ironia do meu fim Morrer por perder a minha amada,com a adaga que seu pai.....deu pra mim