A Simbiose Lúdica dos Potreiros – Rodrigo Borges Bueno
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Peregrinou pela pampa... Tordilho de toda a crina Na rebeldia teatina de um andejar inconstante Destino itinerante de repensar os valores Deixando nos corredores uma questão intrigante.
Evocativa tendência... De compreender os afetos Fidalgos e analfabetos se unem na incompreensão Da bestial ilusão de contemplar os potreiros De compreender os luzeiros do limiar da razão.
Manancial pampa de anseios... Reflexões imortais Destemidos ancestrais de caudilhesca linhagem São emblemas na paisagem deste Rio Grande de Bento Telúrico sentimento que respaldou sua imagem.
Simbiose lúdica dos potreiros, manancial xucro de ausências Relicário da querência que versejou o pergaminho Reconstruindo o caminho do antigo peninsular Eterno filosofar perdido num torvelinho.
Épico encontro de almas... Reflexão pampa de eventos... Embora a Rosa dos Ventos reverbere mil destinos Tecendo loas e hinos nas esferas temporais Autênticos ancestrais legaram voz ao teatino.
Amálgama... de pampa e cor Portento xucro das eras Assombração das taperas que resistiram ao tempo Eternizando o intento nas primazias da lida Gaudério de campo e vida e a sorte presa num tento.
Arquétipo rude e sulino... Em terras meridionais Entre sangas e xircais descobriu passos e fins No passado ouviu clarins chamando homens à guerra No presente, arando a terra, no futuro dos confins.
Simbiose lúdica dos potreiros, manancial xucro de ausências Relicário da querência que versejou o pergaminho Reconstruindo o caminho do antigo peninsular Eterno filosofar perdido num torvelinho.
Apátrida dos Impérios... Excluído do seu chão Indígena comunhão sorvida no tacuapi No linguajar de tupi, herança de resistência No alvorecer da querência alma e sangue guarani. Lúgubre adorno da terra... De alambrados e palanques Nesse empirismo estanque que delimita o potreiro No calor de algum braseiro, gaúcho fogo de chão Eterniza a tradição no andejar do campeiro.
Na geografia da estância... Há um piquete cercado Um universo eivado de um simbolismo que encampa A gauchesca estampa da raça bruta do Sul Encontra no céu azul o firmamento da pampa.
Simbiose lúdica dos potreiros, manancial xucro de ausências Relicário da querência que versejou o pergaminho Reconstruindo o caminho do antigo peninsular Eterno filosofar perdido num torvelinho.
Aurora de um tempo novo... Calcada no tempo antigo Carrega junto consigo, no embranquecer das melenas Lembranças de mil poemas, que um dia iniciou E que jamais terminou para entoar cantilenas.
Gastou xergas e badanas... Sovou pelegos nos bastos Império de bate cascos nos corredores sem fim Uniu espora e capim no sinuelo dos rincões No tribunal dos galpões foi condenado no fim.
E agora num devaneio De lirismo e comunhão De sonhos e vocação da sinfonia carnal O ente espiritual que cultuas no potreiro Faz ouvir o mensageiro na pampa existencial.
Simbiose lúdica dos potreiros, manancial xucro de ausências Relicário da querência que versejou o pergaminho Reconstruindo o caminho do antigo peninsular Eterno filosofar perdido num torvelinho.