Alma em Verso
Poesia

A tarde

Antônio Augusto Ferreira

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Olhando pela janela vejo a tarde e seus matizes como numa tela. Dos vidros desta janela, por onde a luz se emoldura, a tarde é feito aquarela. Os tons rubros fogem dela, imigram contra-caminho e me invadem a janela. A tarde tem alma e nela anda um brilho de saudade na barra quase amarela. A tarde parece a amada, que tinha luz desmaiada e era tão bela e mesmo tendo partido inda me invade a janela. Oh! vida minha, dolorida, ressequida! Que é feito do teu amor?