Alma Andeja
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Há um campo largo, muito largo, imenso Sob o horizonte de minha’lma Que muitas vezes, quando paro e penso Eu me convenço, que infinito.
Quanto mais ando, mais se alonga a trilha No sem fronteiras dessa gaudériada. Sigo a boieira, que se acorda e brilha, E me acompanha pela madrugada.
Quem sabe, um dia, quando o sol da tarde Tiver tostado, sem fazer alarde, E entordilhado as minhas melenas.
Eu possa achar, nesse andejar de alma Um rancho à sombra, pra matear com calma E uma chinoca pra aliviar minhas penas.