Apenas Saudades
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Ah, que saudades que dá na gente Quando se acorda cedito e não se escuta o Galo cantar, o cusco a latir e as vacas a berrar.
Saudades de ver o terneirinho pulando faceiro Em roda de sua mãe.
Saudades do fogão de lenha que de longe Se vê a fumaça se perder no ar.
Daquele café gostoso do bule preto Da broa de milho com manteiga e chimia E as vezes até torresmo pra quem queria.
Ah, saudades de andar na geada sentindo os Estalinhos do gelo De parecer que está fumando De ficar com lábios e bochechas vermelhos E voltar pra casa correndo Sentar em um banquito Na frente do fogão até se esquentar.
Saudades do chimarrão antes do meio dia Dos bolinhos de sonhos com canela nos dias de chuva.
Saudades do entardecer Dos animais se achegando pro galpão Dos banhos rápidos por causa do frio.
Ah, e que saudades do pijama de pelúcia cheio de bichinhos Da sopa com bastante tempero levantando fumaça.
Saudades da oração do Santo Anjo Saudades de uma noite tranqüila Ouvindo sons de grilo e coruja cantar.
Saudades, Apenas saudades.