A Filha do Patrão
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Meu coração tafuleiro se abichornou, certo dia, trampeado na simpatia pela filha do patrão. Mas porém não lhe arrenego, meu coração foi um cego guiado pela ilusão, que não mediu a distância de um amor de dona de estância pra um bem-querer de peão!
Como o destino capricha quando desanca um infeliz! Eu mesmo trouxe o juiz, o sacerdote, o escrivão, que uniram pra eternidade certo moço da cidade e a filha do meu patrão. Que festa! a noiva bailava, e eu no sereno chorava por vê-la rir no salão!
De tudo quanto sucede no meu viver de índio pobre, dou jeito pra que me sobre o que há de bom na lição. Cada qual no seu rodeio, apartando do seu meio quem lhe entenda o coração, sem nunca pôr esperança na flor que a mão não alcança - como a filha do patrão!