AS SETE FACES DO POEMA
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A face nua primeira da pampa longe do gado, distante de seus cavalos antes das lanças e espadas. O ancestral pescador caçador e coletor. Seu sustento,sua vida advém da natureza, harmoniza com o meio exploração racional. Um viver sem sobresaltos natureza –homem - tempo.
A face dos guaranis casa una , plantadores, sociedade organizada pela chefia dos clãs. Divina Mãe-Natureza retribui com abundancia. Talhados em pedra bruta facas, machados ,ponteiras pras lanças de caça e pesca gravuras indecifradas arte rupestre que dorme sob o sol do Itaquatiá.
O jesuíta traz na face calmaria de lagoas novas crenças, novo Pai. Trovões ocultos,castigos são todos filhos de Deus e iguais perante ele sob o signo da cruz. Um discurso igualitário entre rosários e espadas, 30 povos viram sete, sete sinos dobram hinos pelo horror do Caiboaté!!!
Centaura face do poema de cima, toreia o mundo tem arrogância charrua, comtemplação guarani. Lampeja um lunar na testa trovejam cascos no chão, são estâncias missioneiras lendária “Tierra del Tape”. Por planícies e canhadas pastejam bois e tropilhas coriscam livres nos ventos os tiros de boleadeira.
Farrapa face guerreira libertária,igualitária generais de campo e guerra, centuriões de chiripá, uma brigada lanceira que faz tremer as planícies que faz ecoar pelos cerros seu brado por liberdade. Cavalarias em carga fidalguia ao derrotado denodo, honra,coragem apanágio de uma raça.
Los hombres de Gumercindo con sus panuelos maragatos, carabinas fumacentas, velha folha de Toledo e ainda,a lança farrapa. Inimigo não se poupa nem os bens ,nem a vida a face feia da pampa, hecatombe do Rio Negro represália no Boi Preto, um tiempo para el olvido... um tempo pra nunca mais!
Os rebuliços de Honório as gauchadas de 30, entreveros , pataquadas para honrar lenço e bandeira. Depois a paz nas campinas nos setembros, remembrança tiros de laço,ginetes crioulos potros levitam por sobre as flores dos pastos. A face linda do poema que vem sorrir feiticeira na moldura da janela.