Boneca de Pano
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Era a flor mais linda Da estância do bem querer Dava gosto de se ver Qual colorido da natureza E nos enchia de pureza, Ao respirar seu perfume Como luz de vaga-lume Nos olhos brilhavam beleza.
A sua face serena Refletia encantamento Do mais puro sentimento Na meiguice de seu ser Sem maldade no viver Onde o mundo é fantasia, Na infância toda a harmonia E o carinho que se possa Ter.
Uma boneca de pano Sua fiel companheira, Que embalava faceira Com cantigas de ninar. Seus sonhos a lhe confiar Certa de Ter compreensão E brotava de seu coração Muito amor para ofertar.
A vida lhe dava tudo Sem lhe negar quase nada, Mas, quando na madrugada Acordava do soninho, Só encontrava em seu ninho A boneca companheira Que pra ela era faceira, Mas, nunca a lhe dar carinho.
Apertava forte no peito E perguntava quase chorando: "Se estou te abraçando É por te amar e querer bem, Sou tua mãe também És minha filhinha querida, Mas, por que em minha vida, Minha mamãe não vem?
Abraçava sua boneca E sem resposta adormecia. Quando clareava o dia Novamente ia brincar Mas, nunca a reclamar Do que a vida reservou, Se da mãe ela privou Do amor não irá privar.
Hoje a flor ainda exala perfume Para embelezar nosso pampa, Pois, carrega em sua estampa Uma grandeza infinita E, em seu peito palpita Um sentimento de pureza Que ostenta tamanha beleza De uma prenda tão bonita.
Carrega sempre em seu porte A graça e a simpatia, Que aos olhos traz alegria, Amor e querer bem. Ainda se pergunta também: "Se quis ser a filha querida, por que em minha vida, mamãe ainda não vem?