Brinquedos de Guri
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Tropa de osso, gravetos, Laço de imbira ou cipó, Assim brinca o guri Mui faceiro e mui ancho, Na sombra do oitão do rancho Mui entretido e só.
Olhando o pai gaúcho Fazer as coisas campeiras, Ficava horas inteiras Imitando aquela lida. Era a tradição se eternizando Mesmo ainda na inocência. Era a alma da querência Imitando a própria vida.
Hoje também eu brinco, Pois sou criança, ta visto, Mas não sei porque, meus brinquedos, Não tem alma, é massa fria, E eu só sinto alegria Quando de gaúcho me visto.
Meu pai é tradicionalista E quando as vezes ele sai De gaúcho assim trajado, De bombachas, bem pilchado, Eu tenho orgulho do meu pai.
E brinco então de campeiro. Do espanador faço um mango; Faço de cavalo a poltrona... Duma caixa faço a cordeona E...me toco pro fandango.
Sou pequeno mas já sei Usar a imaginação, E pela minha descendência Com as coisas da querência Eu brinco com a tradição.