Brisa
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Ser o vento é como a alma perdida Sentindo de que é brisa sem o ver E ambos sabem a razão de viver Que envolve o todo sentir da vida
E o Olimpo escreve a alma que, lida Além da dor sente a brisa do ser Passando sua escrita, para ler Com fervor, és a vida enlouquecida
E toda a nossa vida, brisa passa Numa alegria que veio de graça E sentindo a brisa que veio a mim
E a alma perdida deixa rastros Voando até o Olimpo, com os astros E a vida mostra seu princípio e fim!
Brisa leve, leva alma já esquecida Neste canto de amor, num envolver Voa e ecoa na relva a comover A vida que se via ali perdida
Pelos montes então vai enaltecida Écos além distâncias para crer Que és a escrita viva que vem nascer Nesta brisa que vem assim fluída
No Olimpo ela é rainha e vem, sem pressa Canta um coro de anjos, total promessa És vida num sentir agradecida
São acordes e liras com seus maestros Livre e leve qual pássaros libertos Fim e início da brisa querubim