Canção Para um Xeniquense Exilado
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Vim da terra mais gaúcha Onde canta o sabiá Um recanto bem campeiro Pago flor de hospitaleiro Meu querido Xiniquá
Tens os bosques verdejantes E teu céu é mais azul Tens as prendas mais mimosas És a terra mais formosa Do meu Rio Grande do Sul
Eu cresci sobre teu chão Correndo entre a campina Mas os anos se passaram E com eles se findaram Os meus tempos de menina
A cabresto me levaram As rédeas do meu destino Deixei pra trás a querência Só sobrou, por consequência Saudades de peregrino
Hoje, longe de “mi’a” terra Desgarrada do rincão Açoitam-me soledades E me abraça a vontade De voltar ao meu torrão
Não permita, Patrão Velho Que eu morra sem voltar lá Sem levar esta homenagem Sem contemplar a paisagem Dos campos do Xiniquá