Chão Batido
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No chão batido que enrijece a alma Do meu inverno silencioso abrigo, Ouço a saudade em passos lentos, calma Cortando atalhos pra matear comigo...
Os meus cabelos que ao rigor branquearam O meu cantar que o tempo silenciou, O meu desejo de seguir em frente Sabem que é tarde: A estrada terminou...
No chão batido que trago na alma Ergui um rancho pra morada calma Do envelhecer sem mágoas nesse fim...
E o Celestial Patrão até foi Bueno. Deu pra meu canto esse amargor sereno Do verso triste que ainda vive em mim.