Charla
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Buenas, meu Cristo, meu Jesus-Cristinho. Se não levar a mal eu desencilho à luz de sua Estrela o meu tordilho que já vem basteriado dos caminhos.
Gracias, meu Cristo, meu Jesus-Cristinho, pela pousada em sua estrebaria, e embora apeie com estas mãos vazias, posso ajudá-lo, já que está sozinho.
Não vim, Jesus-Cristinho, pra incensá-lo. Sou um duro tarumã de cerno forte que tem por diabos a vida e sua sorte e por deuses as chinas e o cavalo.
Não trago ouro em meus pessuelos magros. Só uma lasca de charque, avios de mate, e pra remédio, quando o amor me abate, uma boteja de canha para uns tragos.
Mirra sim eu lhe trago, em carne e luz: esta que amarga em mim porque adivinho que quando moço o meu Jesus-Cristinho vai morrer por meus diabos numa cruz...