Conto Romanceado de dia Santo
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Gaúchos, da pampa brava, urgiam em discordância barbarizando a querência...
Nesse dia... fim de junho... o caudilho comandante ruminava estratégias pra um embate fulminante!
Foi então que, a voz de um pressentimento, alertou sua consciência pra uma estranha presença...
...a ilusão tomou forma em sua retina silente, no vulto de um andarengo perfilado em sua frente...
Sombreiro de abas judiadas guardando um olhar de pena... Os dois palmos de melena e a barba grande no rosto, luzindo a prata das geadas temporonas de agosto...
“ Que a paz esteja contigo e em todos os bravos boenos de coração...”
Uma voz pairou suave na ressonância da alma... malgrado o comandante a um transe alucinante de culpa, medo e calma...
Vi no passado... um mundo habitado por , errantes, pobres de espírito e comparsas de um atavismo profano... Acabarem sufocando a si mesmos num labirinto de fanatismo humano. esmagando sua própria raça aniquilando sua própria gente...
Vejo no futuro... a legenda dessa guerra por selvagem e sem glória, os seus netos e bisnetos repudiarão sua história. Refletirá teus pecados na vindoura geração, e o teu fantasma ancestral implorará por perdão”
Ah... Irmão... Bem aventurados campeadores de paz, pois terão vau nos caminhos da estância “Grande do céu”...
...a ilusão se desfez em sua retina silente, foi se apagando um clareira do ermo...
Sobreiro de abas judiadas aguardando um olhar de pena... Os dois palmos de melena e a barba grande do rosto, luzindo a prata das geadas temporonas de agosto...
Um pincel sagrado de sol pintou de luz os galpões... Se ouvia gestas nos campos e vozes em orações...
Nesse dia ...fim de junho... os bravos da mesma terra mesclaram seus ideais... Um velho clarim de guerra cantou um hino de paz que... que a tantas eras se expande...
Era dia de São Pedro, padroeiro do Rio Grande...