China Maula
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Já esqueci... pra que lembrar Daquela china sotreta, Que se meteu de paleta Na minha vida bagual... Não sirvo em qualquer buçal; Sinto a cincha, encolho o lombo... E a china maula, no tombo, Descuidou-se e caiu mal.
Não me soube amanunciar; Quis que eu fosse o que não era... Mal sabia que este qüera Traz a marca na picanha... Voltou com nova artimanha; Tentou votar-me um retôvo. Montou, mas caiu de novo; Plantou figueira na certa... Um guasca nunca se aperta Com essas maulas do povo.
Abandonei o seu rancho, Pois eu sou que nem carancho: Só quero céu e altura; Não me interessa a fartura, Nem o fim qu’ela levou... E o sangue do meu avô Inda corre nestas veias, Qual tradição das peleias, Que o tempo não apagou.