Dádiva
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Como um mísero desprovido e coitado, só te ofereço um gesto acanhado e rude, este poema também pobre e tresloucado que ao teu sorriso alcançará plenitude... Quis tanto te dar riqueza, sesmarias de beleza, os frutos do meu labor... Mas... plantei razões para o meu canto e um conta gotas de pranto regou searas de dor, ...para humildade do teu sonho só bastaria uma flor... Então... na busca de flor mais bela refuguei outros caminhos, com bruacas de carências que juntei pelos caminhos... - Bebi..., relutâncias de cambichos, pelos balcões de bolichos ébrio, errante e pecador... golpeei tragos de desejo, morrendo pelo teu beijo embriagado de amor... - Senti..., teu aroma inebriante num desvairo de saudade no meu olfato de amante... e a minha alma boêmia perdeu-se branda e silente, na fantasia eloqüente desse teu cheiro de fêmea... - Vi..., teu vulto manso e frágil, surgindo numa miragem para consolar os fracassos de meu capricho em evidência que, segue um olhar de aquarela da mais casta das donzelas se despindo da inocência...
As flores...! Sim... encontrei...! Entre as lindas as mais lindas mas não satisfeito ainda aqui estou de regresso... - Não posso te dar uma flor...!!! Tu mereces muito mais do que a mais perfeita flor que encontrei, no universo...
- Restou, o meu poema para ti...! ...também te dou, neste regalo malgrado, toda a pureza desta mágica virtude, tu mereceste deste poeta olvidado toda riqueza que quis te dar e não pude...
... ao fenecer nos perenais da saudade entenderás, na pedra da frialdade, a sanidade desta dádiva de louco... ... o meu poema pouco vale na verdade, mas nele flui amor e fidelidade maior grandeza, de quem te dera tão pouco...