Alma em Verso
Poesia

Dia de Marcação

Getúlio Abreu Mossellin

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Junta os cavalos num upa E encerra na mangueira. E o grito "FORMA CAVALO" Desperta a manhã campeira. É dia de marcação... Puxa o pingo e bota o freio.

Se "dividimo" em dois grupos E paramos todo o rodeio, É dia de marcação... Assinala marca e capa, Terneiro por mais ventena Do meu laço não escapa.

Este é o dia mais lindo Pra esta peonada campeira, Quando o sol desponta o cerro O gado ta na mangueira. O churrasco já ta pronto, A mandioca ta cozida.

Toma um mate e corta a carne, E segue de novo a lida. É dia de marcação... Assinala marca e capa. Terneiro por mais ventena Do meu laço não escapa.

Para fazer o aparte Dois índios montam a cavalo. Quando um tarquino refuga Pra espichar o laço num pealo. Deste jeito segue a lida A capa marca o sinal.

Bago de terneiro assado Mesclado com cinza e sal. É dia de marcação... Assinala marca e capa Terneiro por mais ventena Do meu laço não escapa.

Assim termino esta lida Tapado de suor e poeira. Devolve o gado pro campo Acabou-se a brincadeira, A indiada vem de volta Pra chimarrear no galpão.

Encerra a tarde campeira Num dia de marcação. É dia de marcação... Assinala marca e capa Terneiro por mais ventena Do meu laço não escapa.

Crédito da fonte: Getúlio Musselin