Gaudério de Fina Flor
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Juvino, pobre gaúcho, Um dia se deu ao luxo De conquistar uma prenda; Moça, linda e ricaça, Tendo um dote primoroso, E era o Querubim mimoso, Do dono duma fazenda.
Nessas presilhas curiosas Que a sorte enlaça os viventes, Ternuras, sonhos ardentes, Enebriaram esse par. A moça amava Juvino, E, valendo o preconceito, O pai negou o direito Dos dois um dia casar.
Mas o amor verdadeiro Quebra tudo que é grilhão, E quando se acende a paixão Num coração jovem e puro, Não tem porteira que ataque O tropel duma vontade Que marca uma realidade Para o plantel do futuro.
Juvino e a moça fugiram... Porém o pai vingativo, Desses de topete altivo, Que pouco importa o destino, Num atroz procedimento Sem a ninguém dar ouvido, A um vassalo bandido, Mandou matar o Juvino.
E esta história tem o arremate
De mais um drama sentido, Mais um fato repetido, Que dói contar, em verdade: Duas cruzes marcam o fim De duas almas vencidas, Que resolveram unir as vidas, Nos campos da eternidade.