Alma em Verso
Poesia

Entre Flores e Espinhos

Paulo de Freitas Mendonça

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Quando sonha o pessimista parece haver pesadelo. Por não querer ser sinuelo perde a chance de conquista. Porém se é otimista o sonho vira projeto. Por ser peleador inquieto com sonho não se conforma, pega a ilusão e a transforma em algo lindo e concreto.

Quando perde o otimista vê na perda uma experiência. A sua própria consciência não permite que desista. Porém se a um pessimista lhe bate à porta a vitória, ao invés de ver a glória conquista junto um temor e justifica o pavor com desgraçados da história.

Quando fala um pessimista há um resmungo na fala e uma tristeza que abala qualquer um que o assista. Quando cala um otimista, pois falar não é preciso, brota na face um sorriso de uma fé vitoriosa. Sua expressão silenciosa é a voz do paraíso.

Quando parte um otimista novo horizonte vislumbra, aproveitando a penumbra pra descansar sua vista. Quando parte um pessimista vê lonjuras no caminho, amarga à noite sozinho, mas no mesmo corredor otimista enxerga a flor e pessimista o espinho.