Alma em Verso
Poesia

ENTRE O AMOR E DO EXILIO

Samuel Albuquerque

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O homem que ama versos canta seus poetas passados... E ao louvar a sua terra vai tocar o Universal.

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Um sopro lírico sobre-humano paleteou o velho Aureliano, sofrenando o Aparício e também Jayme Caetano. A garganta chora e não cala pois pra viver é preciso amar... Atravessa Jurema Chaves, Moisés e Luis Meneses, perpassa Lauro Simões alcançando Carlos Omar...

E a sede de tantos desejos oculta em dois olhares... Na “transcendência atemporal” se achega com o Guilherme Collares, pois um vulto vertiginoso que do dia-a-dia faz parte, são “caravoltas” da vida já dizia Colmar Duarte...

Entre imagens e memórias essa sim é minha história que hoje vou revelar... Se a poesia nos toca entra em nós e provoca como simples forma de arte: com licença Vaine Darde que este “Louco” vai falar...

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A alma por machucada faz um rio desprender dos olhos que correm pela tua ausência desde quando decidisse deixar o sul em fevereiro deixando só teu campeiro por motivos de dinheiro e estudos adicionais...

Depois dos últimos abraços a tensão da despedida... Como conter a dor na hora de tua partida? Se comum acordo não houve, nem sinal, perspectiva... De quando enlaces dos corpos cicatrizariam as feridas...

Não vivo o tempo presente, talvez aquilo que virá... Me apego a restos passados pra saudade suportar... Sou um sujeito do intermédio, de um espaço intervalar, transbordando nossos silêncios entre o lá e o aqui... Se dois são apenas um não há razão para mentir há muito que ando a procura da parte que vem de ti.

Na República Juliana vaga perdido um olhar... Terra perfeita é utopia, se há muito perdeste a alegria, te entregaste à nostalgia para o sonho remoçar... Ficam entre o sagrado e o profano, teus olhos – dois oceanos -, ilhados em Beira Mar...

A distância sim nos maltrata, nossa ânsia arrebata e vai nos matando aos pouquinhos... De que adianta ir a Pasargada se aí não és amiga do rei? aliás, sequer tens o teu rei para que possas amar...

Nunca de fato entendeste as razões do meu bairrismo... Mas como compreender o regionalismo se não nasceste aqui no pago? Nunca sorveste um amargo, nem tiveste sensibilidade... Pra sentir a liberdade nos galopes de meu pingo, nunca bailaste aos domingos lá na invernada dos fundos... Nem tampouco percebeste o cheiro que vem da terra quando a chuva vai caindo, e então já vai surgindo uma sensação boa no ar... Desculpa, amor da minha vida, se tenho uma terra tão linda e uma história a cultivar...

Ainda sim moça bonita povoaste os meus sentidos e também meu coração... e os nossos planos futuros te pergunto agora querida – meu bem-, onde andarão? Quem sabe andam adormecidos na história que há em nós? Será que adiados pra outro tempo? Talvez? Por quê não ficamos juntos e tentamos duma vez? A dor e o amor correm lado-a-lado e não param de crescer... De toda essa loucura só me explica o porquê?

Meus sentimentos se contradizem neste limbo existencial... Afinal só quero perder-me ao morrer em ti cada dia e se a poesia traz alegria mesmo em momentos de crise, subo para este palco como artista principal elego-te, pois, minha Musa, razão desses temores, inspiração para a vida e reinvenção de amores...

Vem para eu viajar em teus olhos e respirar em tua boca, deixa a razão tão louca se desfazer em sua aporia... deixa de lado teu medo, nosso sonho não ruiu... pegue tuas antigas teorias e as mande a ..........................!

Tá... Desculpa pelo meu jeito... Sei que não é bem assim... Mas tem mesmo que ser assim? Será esse o nosso fim? Se o destino quem faz é a gente e a razão, simplesmente, faz teu coração seguir em frente sem esquecer-se de mim.

Eu... Que te mostrei o mundo e cantei versos em teus ouvidos... Eu... Que adivinhei os pedidos sem ao menos tu pedir... Eu... Que te fiz sorrir quando o mundo estava fechado... Eu... Que te cobri de afagos nas horas de puro cio...

Hoje, de braços abertos te espero aqui pertinho, do peito nasce um nozinho que vai subindo a garganta, presa a voz sai da boca parceira dessa emoção não quero mais a ilusão de viver a tua espera quero sim uma nova era pra os frutos da relação... A goma no cabelo e a pilcha ajeitada é uma forma inusitada para causar-te boa impressão... alma nova e espírito remoçado do teu gaúcho apaixonado que te entrega o coração...

Nem todo o resto é silêncio... Chora, mas chora baixinho... Não podemos viver sozinhos, assim, amigos da solidão... Precisamos um do outro para ser de fato nós dois... Pra que deixar pra depois a nossa felicidade? Vem matar a saudade que está chegando ao seu fim... Sim... Tem que ser assim... Vem para me dar o teu brilho, Pois entre o amor e o exílio um poema nasce em mim!