Fim do Dia
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O céu tingido de sangue Sobre a linha do horizonte Onde o sol vermelho e langue Se debruça atrás do monte
Parece um couro estendido Com o sangrador colorado E o dia, um touro abatido, Na coxilha, agonizando.
E esta hora tão calma Que o campeiro lava a alma Entre os bretes da cidade.
Porque o mate, seiva pura, Da terra, traz da lonjura Um consolo pra saudade.