Flor Saudade
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É triste ver o vento da saudade Despetalar as flores do nosso jardim Não mais ouvir da tua voz a alacridade Na soledade que deixaste em mim.
Não ver os colibris beijando as flores As pétalas caindo, fenecidas A primavera não repinta as cores Entre os escombros, ilusões perdidas.
Saber que o egoísmo e o preconceito Tornou tão solitárias nossas vidas Roubando-me o aconchego do teu peito E nossas almas partidas, repartidas.
Ter que sufocar tantos anseios Amalgamar no peito a fria solidão Abraçar silêncios em meus devaneios No pulsar ausente do teu coração.
O que farei agora, meu eterno amor Pois o tempo passou e tu ficaste Não sentes remorso ou dissabor Por esse amor que era só teu, e tu mataste?