Tributo a João Leal
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Conheci este gaúcho No pago de Cachoeirinha, Que no rosto sempre tinha Um sorriso muito franco. Cria de índio com branco, Puxador de sanfoninha.
Gaúcho de toda cepa, Foi domador e guasqueiro. Esquilador e tropeiro, Pras bandas do Guassuboi, Tempo de peão que se foi, No velho pago altaneiro.
Nasceu lá no Alegrete. A sua terra natal. Gaúcho, flor de especial, Da lida entendia tudo, Índio dos mais macanudo. O seu nome é JOÃO LEAL.
Sempre andava de bombacha, De chapéu e barbicacho, Sua gaita de oito baixos, Por nome de concertina. Que falava de voz fina E grossa num bugio macho.
Tocava gaita e cantava Nos bolichos e nas festas. E agora o que nos resta, É lembrar deste gaúcho De um homem pobre e sem luxo Só lembrança é o que nos resta.
Um dia deixou este pago E partiu para o além. Sei que um dia vou também Pra matear no teu costado. E assim como foi pilchado, Assim quero ir também.