Guaxo
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Este oveirinho magrela que lá vai no rumo do galpão, não teve mãe que lhe lambesse o pêlo, foi criado mamão.
Encontrei-o sem forças, certo dia, berrando baixinho, recostado no ventre da mãe morta - aquela vaca barrosa, guampa-torna, que eu ganhei do meu padrinho.
Le juro que não sei como escapou! Estava "assim" de corvo e de carancho no instante em que cheguei. Dali no mais dei volta para o rancho e lá ficou a barrosa sem o filho, que eu levava comigo, no lombilho, troteando devagar.
Repare só, patrício, como é triste o manso olhar deste guaxinho oveiro! Pois eu le digo, parceiro: - só eu sei a razão dessa tristeza, só eu lhe entendo essa melancolia...
Você nunca notou que jamais meu olhar, - por mais que a boca ria - consegue se alegrar? - Eu nunca tive mãe, meu companheiro, fui criado mamão, como este oveiro que acaba de passar...