Herança Caudilha
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Nos pagos de Estância Velha Te esperamos meu irmão Pra entreverado conosco Na roda de chimarrão Com muita autenticidade No Gaudérios da Saudade Cultuarmos a tradição.
Nossa invernada de danças Tem muita prenda bonita Representam a querência Nosso cartão de visita Eu como peão sou suspeito Mas a invernada é um respeito Quando dança a chimarrita.
No sapateio da chula Temos peão de valor No teclado da cordeona Tem gaiteoiro e cantador Tem tradição e mate amargo No verso xucro do pago Tem este declamador.
Nossa invernada campeira Já cortou muitas coxilhas Muita flarda de ladeira Honrando a herança caudilha Nunca faltamos rodeio De pingo mascando o freio Na semana farroupilha.
É gaudério de verdade O teu índio bolicheiro Camarada e mui buenacho E bastante hospitaleiro No Gaudérios da Saudade Bebe-se hospitalidade No balcão o dia inteiro.
Venha aqui pra conhecer Gente que ama demais É hospitaleira nossa prenda Patrão, peão e capataz Mas não lhe pisem no pala Que o couro do mango estala E não dão um tento pra traz.
Já te homenageei, Gaudério No linguajar campesino O poeta faz o verso Dize-lo, é nosso destino Que a tradição não desande Um viva para o Rio Grande O guapo torrão sulino.