Heranças
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Está chovendo, eu mateio, do meu fogão de espinilho; alargo a mente de xiru andarilho e me perco a memoriar, de adonde veio, essa ansiedade xucra, de mudar de trilho, e essa tendência braba, de bandear rio cheio!
Está chorando a cordeona, nos baixos e nas hileras, e o mate amargo me fala de fronteiras, de lanças, de clarins e de choronas, no meu destino de guardião, dessas bandeiras que foram glória das querências chimarronas!
Meu pingo está relinchando e se agrandam as retinas, das inquietudes de xiru, brasinas, quando se lembra que viveu peleando, de parceria com esse irmão de clinas, hoje um pretexto pra morrer cantando!
Pingo - cordeona e chuva, três heranças, que não têm dono, nem sinal, nem marca, nem pátria, nem querência - nem comarca, mas são meus fletes de tropear lembranças!!