Mágoa de Posteiro
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Voltei ao rancho, da querência onde nasci, vinha ao tranquito, assobiando uma vaneira, não vi ramada, não vi rancho, nem mangueira, pensei comigo: - com certeza me perdi!
Campo lavrado, no lugar que era potreiro, campo lavrado, no pelado do rodeio e o braço erguido do pedaço dum esteio, adeus - pra sempre, do meu rancho de posteiro!
Berro de gado, rincho de potro, canto de galo, riso de gente! tenho passado! perdi o presente! beira de povo, meu tempo é outro!
Por que será, meu rancho velho, te arrancaram, com terra e tudo, do meu chão de primavera? por que será, meu rancho velho, te negaram, de ter - ao menos, o direito a ser tapera?
O ronco estranho, de um trator, substituindo, a voz dos pastos, da ternura e da inocência, monocultura - apenasmente, destruindo, memória e campo que roubaram da consciência! eu tenho ganas - que esse maula, sem respeito, que fez lavoura da invernada onde eu vivia, tente arrancar - a grama verde de poesia, deste Rio Grande que carrego no meu peito!