Renascimento
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Venho de volta - e caminho, sedento de luz e paz, como um pássaro que traz calor - do primeiro ninho, tentando ver - se adivinho, o rumo inicial perdido, no canto recém-nascido que alarga o meu infinito, tropeando as notas de um grito de há muito tempo esquecido!
O Deus que eu tinha - o meu Deus, pra o que chegou - não servia, às crenças da geografia fizeram que eu desse adeus; aos descampados - só meus tive de olhar mais de longe, rezar frente à cruz do monge, noutros rituais - noutras naves e - em vez do canto das aves, o som dos sinos de bronze!
Mas não mataram a crença, nos meus ancestrais vaqueanos, após quatrocentos anos venho apelar da sentença; trago sinais de nascença dos quais meu sangue destampa e - neste holocausto pampa, bem mais gaúcho renasço, para alargar meu espaço num grito de terra e guampa!
Sonhos que sempre sonhei, revivem quando murmuro, na bendição do futuro, do chão que não reneguei; cantos que sempre cantei vão afinando a garganta e eu sinto que se levanta, um taquaral na paisagem, multiplicando a mensagem de cada livre que canta!