Homenagem ao Patrão
João Batista de Oliveira Gomes
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A ti, meu pobre patrão, Sei que tu vais entender, O que eu vou te oferecer E nos meus versos te digo, Tu és um patrão amigo Gaúcho batalhador, Minha homenagem sincera Porque és merecedor.
De pé firme tu lutaste Sem encontrar dificuldade, Com tua grande amizade Tu conquistaste o povo, Levantaste o galpão novo Bem do jeito que eu queria, Meus parabéns ao patrão E a toda diretoria.
Hoje tu estás feliz Com teu sonho realizado, Recebendo os convidados Num abraço cinchado e forte, É o patrão Borolote Que tem as rédeas na mão, Do Moacir da Motta Fortes O centro de tradição.
Vinte e nove de junho É a data da fundação, Mais um centro de tradição E deve ser o primeiro, Que é do dia do padroeiro Por isso já nesceu grande, Pois São Pedro é de vinte e nove E é o padroeiro do Rio Grande.
E é para o patrão Bortolote Que eu deixo o meu abraço, Numa armada grande de laço Te acertaram esse pealo, Tu destes rédeas ao cavalo Indo a frente passo a passo, Deste conta do recado Mostrando que braço é braço.
Por isso, a este patrão, É que fiz esta homenagem, Pois tem talento e coragem E deu prova do que fez, E daqui a mais de um mês Haverá nova eleição, Digo com certeza Vai ser reeleito patrão.
E eu vou encerrando meus versos Que são chucros e sem luxo, Em homenagem a um gaúcho O que eu sentia escrevi, Pois fui tirando daqui Do meu peito e da memória, Deus te dê, saúde e glória É o que desejo pra ti.