Humanos
Sorvendo, aqui na varanda um mate, com muito gosto; batendo suave no rosto, a brisa que o tempo manda. O pensamento em ciranda, bailando interrogações; a razão e as emoções vicejam neste momento, retratam no sentimento, teimosas reflexões.
Meu Patrão da Grande Estância, permita a indagação, na resposta, sim ou não, no limite da inconstância, de quem trás no peito a ânsia, e alguns anseios profanos, pendengas e desenganos, que fazem a gente pensar; por vezes, a perguntar ainda somos humanos?
“Homo sapiens”, a origem do homem evoluído; tudo isso faz sentido, mas, angústias nos afligem. Chega até causar vertigem, quando se olha pro lado, ver irmão assassinado, por meia dúzia de “pila”; o rico que fura a fila e o pobre, menosprezado.
A ciência cognitiva, traria “razão” ao homem; as notícias nos consomem, em situação conflitiva. A violência primitiva, quando o filho mata o pai; se a bala perdida vai na direção do inocente, onde morre tanta gente, no lugar que a bomba cai.
Dotados de inteligência, pra preservar sua raça, muitos caem na desgraça, sem ter peso na consciência. Aonde andará a tenência e os valores como dantes, para amar os semelhantes, entre os gritos e sussurros, sem precisar trocar murros, co’s moinhos de Cervantes?
O olhar da indiferença, a quem dorme nas calçadas; almas expostas, judiadas, cumprindo triste sentença. Parece existir só a crença do poder e da riqueza; quem tem o seu pão na mesa, aos outros não dá valor, pode ser frio ou calor, falta o gesto de nobreza.
A droga destrói a mente, enriquece o traficante; nosso povo ignorante, só vê e finge que sente. Daí que brota a semente, do ladrão, do estuprador; da má-fé, do desamor, nivelando aos animais; são seres irracionais, padecendo a mesma dor.
Perdão, Supremo Arquiteto, eu mesmo sei a resposta, se aqueles que a gente gosta, não se encontram aqui perto. É uma verdade, por certo, que isso iria acontecer; para o mundo compreender que ninguém vive sozinho; é necessário carinho, na busca dum bem viver.
O que está acontecendo, lembra Sodoma e Gomorra; é preciso que alguém morra, para o povo ir aprendendo. Infelizmente sofrendo, o pecador e o justo, na paga do alto custo, por fazer ouvidos moucos, ouvindo gritos dos loucos, na passagem desse susto.
O livre arbítrio é a Lei, que Jesus Cristo deixou; Ele mesmo ensinou o respeito a nossa grei. Compreendi, agora sei, até me vejo, contrito; fito ao longe o infinito, para espantar injustiça, obedecendo a premissa do dever, que foi escrito.
Um inimigo oculto, apareceu de repente, para ensinar nossa gente “a largar” de ser estulto. Sem pandemônio ou tumulto, dar novo sentido à vida; reinventar-se na lida e ter criatividade. Mesmo na adversidade que o amor ache guarida.
Por correto, extirparemos prepotência e arrogância; da maldade e da ganância, também nos afastaremos. A lição aprenderemos, assumindo a pequenez; nessa hora chega a vez do perdão e perdoar; e ao mundo demonstrar nossa maior altivez.
Por isso que a Humanidade deve seguir o seu curso; o isolamento é o recurso, pra preservar a unidade. Buscar a felicidade, tornou-se norte a encontrar. Tudo isso irá passar, e seremos novamente, seres humanos contentes, felizes ao se “abraçar”.