Busca
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Nesta busca de segredo, -perfume que vem na flor, fui poeta e fui cantor, num místico versejar. E desejei te encontrar, como quem encontra a vida e, como estrela perdida, me iluminaste de amor.
E eu cresci de alma e jeito, pra merecer teu sorriso. Do rancho fiz paraíso e abrigo pro teu descanso. Bichará eu mesmo tranço, inté deixei de tropear somente pra te esperar em tarde de vento manso.
Ao sentir cheiro de fêmea, às vezes me desconcerto. Eu penso que estás por perto vigiando meus pesadelos. Aqueles que são sinuelos de carinhos mal domados, que hoje estão reservados à prenda do meu desvelo.
Coisa osca é o tal de amor. Mexe c'alma da gente faz peteca dum vivente, a vida vira uma pluma, os sonhos, nuvens d'espuma, com jeito de estância nova. Mas se um dos dois se retova, o estrago ninguém arruma.
É errando que a gente aprende! Pois não vê que eu não sabia que amor assim existia e me pegou bem de jeito, germinando cá no peito, como semente de flor. Senti, então, o sabor dessa emoção proibida. E ao beber tragos de vida fiquei borracho de amor.