A Tristeza
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Convenceram o crioulo, de que nas noites serenas, das coisas, a voz apenas é que se ouve no plano, nada havendo sobre-humano... Morreu assim a poesia que nas histórias havia sobre as luzes siderais; e hoje não brilham mais, nas noites de calmaria.
Não ganha mais o seu fumo, o Negro do Pastoreio; o Boitatá, nem receio causa mais ao piazote que alta noite cruza a trote por alguma encruzilhada. A boicininga esfomeada, finou-se nos atoleiros e os Santos Padroeiros, já cambiaram de morada.
Na crista dos Cerros Bravos, não luz mais a Mãe do Ouro; nalguma cova de touro, o lobisomen entocou; o Caapora afundou no perau dum taimbé donde o velho M’bororé com Angorá já está. A formosa Teiniguá, as salamancas fechou.
A alma dos descampados, soluça pelas quebradas; não causam medo as canhadas, nem assustam as taperas... Gente estranha, doutras terras, trouxe a civilização; nossa velha Tradição Vai-se aos poucos acabando, enquanto a vamos chorando, reunidos no fogão.