Que Ventos Te Trazem
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Se vens, num flete negro-de-ciume, repontando uma tropa magra de anseios e uma tropilha de inveja, volte! ... ... volte que eu não tenho pouso pra ti.
Se vens, não apenas para matar a sede, mas para secar a fonte de esperança ou pra falar de outros que adiante seremos nós. Volte! Volte que não tenho tempo pra te escutar! Me desculpe a franqueza, mas bateste na porta do rancho errado.
No entanto se vens num cavalo de vento mais leve e mais branco que a neve ... ... de alma aberta e coração em brasa, entre. Entre a casa é tua! Já vou aquecer a água pro chimarrão.
Puxe um banco e sente ! Não repares se durante a mateada eu não falar nada, mi Hermano de pátria e consciência! Teus olhos me dizem que te conheço há muito e portanto não precisamos de palavras. O silêncio fala mais alto, expressa mais.
Não rasguemos sedas ! Que o poncho da alma aquece mais ,,, O importante é que vieste Hermano, e a porta do rancho sempre estará aberta para ti.
Nem partiste e já sinto tua saudade. Mais sei que voltarás em breve, porque vieste em nome da felicidade, o que é fundamental para matear com os deuses da paz. E a paz é o esteio desse rancho simples, que tem no amor a base estrutural... ... e, na verdade a fonte, manancial inesgotável, que jamais haverá de secar porque é daí que vem a água pra gente matear.