Alma em Verso
Poesia

Herança Gaucha

Jurema Chaves

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Sou herdeiro deste pampa Peãozinho farroupilha Criado nessas coxilhas Ouvindo o berro do gado Minha canção de ninar Foi o trotear do cavalo E como gaúcho que sou Tenho este entono de taita Num choramingo de gaita Fandangueio a noite inteira E por uma prenda faceira Fico dono do rodeio!

Na sombra de um velho umbu Junto meu gado de osso Num flete que é um colosso Reponto sonhos piá E garanto que não há Outro recanto mais lindo Onde o sol nasce sorrindo E a brisa perfuma o ar.

Gosto da lides campeiras Que meu pai vive a ensinar Para que eu saiba respeitar Esse solo abarbarado E este lenço colorado Que trago preso ao pescoço Eu sou o Rio Grande moço Com orgulho do passado.

Estes costumes campeiros Que passa de pai pra filho, E esta estampa de caudilho É herança dos avós Que brota dentro de nós Com estoicismo e talento E a coragem de Bento Em defesa do rincão A tradição, minha gente É uma estrela incandescente Que brilha constantemente Num gaúcho coração!