Lembranças
Publicado em
Como é lindo ver o gado se espalhando na invernada cedito de madrugada o gaúcho e seu cavalo do reio, ouço o estalo, e o lindo som do berrante eu sinto naquele instante as emoções que te falo.
Ouvindo o tirim-timtim alguém arrastando a espora a galopar campo afora a cavalo na lembrança de mãos dadas com a esperança vai o gaúcho altaneiro honrando o chão brasileiro que ama desde criança.
Até mesmo meu chapéu ostentado com orgulho na saudade eu mergulho e vejo teu pala branco que já secou o meu pranto num momento de emoção quando apertou minha mão dizendo me amar tanto.
A vida é incoerente e o tempo passa voando e com ele vai levando aquilo que mais amamos nem liga pra o que choramos e a corrida segue em frente nos dá sonho de presente que nunca realizamos.
Partistes para outra querência para cumprir teu destino já não és mais um menino eu deixei de ser criança mas não perdi a esperança de realizar o sonho do projeto mais risonho criado na nossa infância.
Nos descaminhos da vida que não existe retorno a sensação de abandono que sinto nesta distância vai aumentando esta ânsia de encontrar-te de novo e viver junto a este povo onde passamos a infância.
Quisera ter novamente a sensação do carinho e cruzar o teu caminho buscando o mesmo ideal rever a terra natal onde crescemos juntinhos cantando com os passarinhos o nosso sonho imortal.
Projetamos o futuro numa casinha singela com jerânios na janela para enfeitar nosso ninho construindo com carinho alicerçando a lealdade. Sonhei com a felicidade que seguiu outro caminho.