Alma em Verso
Poesia

Lírico arco-íris

Lauro Antônio Corrêa Simões

Publicado em

Ha um frio tão grande -que o inverno alonga- Varrendo os campos de ilusões que eu tinha. Nas tardes pardas, que cardo* milongas Acho tesouros, nas lembranças minhas.

E, vou sorvendo o mate dos recuerdos A cada acorde da minha saudade E um arco-íris, na neblina mansa, Pinta meus sonhos de sonoridades.

No céu campeiro, que a garoa nubla E o sol espia com seus rubros raios, Sou arco-íris de alma e guitarra Vencendo cerros, no meu flete baio.

Ah! alma xucra, beija-flor de arisca Que sabe o rumo de um amor sem fim. é um arco-íris que na sanga nasce E vai-se ao longe, a fugir de mim.

São nessas tardes, que grises soluçam Coplas** de ausência, com auras de amor Que vou-me ao lombo de um arco-íris, Rever a amada no meu rancho... em flor.