Abc da Infância Campestre
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Amanhece o dia no campo raios de sol começa apontar. Brincam crianças nas casas, e ninguém vê o dia passar.
Cavalos de pau no terreiro galopam os sonhos de menino. Destino de ser igual os pais, cultivar o amor campesino.
Encilhar um petiço pra escola na vida campestre de criança. Faz de conta, gado de osso, imaginando a fazenda esperança.
Galpão, lugar de lidas e animais mate ao redor do fogo de chão. Horneiro João-de barro, pássaro pedreiro, usa o bico como mão.
Invernadas, campo cercado animais de raça e criação, Jardineira, em quatro rodas da força animal sua tração.
Lendas, causos de assombração forma rodas e sarau nas casas. M´boi-tatá, causava medos cobra de fogo, olhos de brasa.
Negrinho do pastoreio, pastor, menino inocente, sofre açoite. Ó de casa, anunciando gente, o lampião que alumia a noite.
Pescaria em dias de chuvas nas águas mansa da sanga. Quero-quero, grito de alerta, sabiá gorjeia lá nas pitangas.
Rezas nos oratórios da sala, a chaminé boceja esperança. São João, tem festas juninas, pula fogueira com as criança!
Tapera nos fundos da aldeia, tem laranjeira abandonada. Umbu antigo, lá no potreiro
abriga os ninhos e revoadas.
Vertente d´água brota na terra mata a cede, desce do monte. Xergão molhado lá no galpão pelego branco, abre horizonte.
Zebu, raça de giba que da carne vaca de leite, boi gordo de vigor. Vida campestre, criança brincando, ideias ocupadas... fonte de amor!