Campos do Nunca Mais
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Quando uma família sai do campo E se arrancha na cidade, Os sonhos viram luz e fumaça, E o campo vira a saudade.
A terra vira asfalto e calçadas Os ventos sopram sem norte, As colheitas cabem em sacolas Para os deserdados da sorte.
Os sonhos se espalham sem rumo Como os filhos de uma perdiz Sem a terra o destino é pobre!
E os campos do nunca mais, Onde a família vivia feliz, De saudade, e ilusão se encobre!