Rastros de Um Peão Desagregado
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A velha porteira da invernada, Sempre foi o norte do peão. por ali passava para as lidas, voltando pelos rastros no chão.
Quando evolução chegou no campo, matando a velha lida ancestral. O peão sem estudo e xucro, Foi jogado na estrada real.
Sem partilha nas coisas materiais, Mãos vazias deixou o meio rural. Levou apenas referência do patrão Que na cidade nunca foi capital.
Sentiu no peito o pialo das ruas, Restando um cavalo sem encilha. Seu horizonte é o céu e a lua, E a estrela d’alva que brilha.
Aquele instinto forte e guapo, que percorria os alambrados. Transformou-se em um andarilho, Na invernada dos desgarrados.
Agora seus rastros e seus ofícios, São lembranças e sonhos de menino. Andando à léguas de sua referência, Na paisagem sombria do destino.