9- Quando um Poeta Chora - Autor - Luiz Paulo Pizolotto dos Santos
Luís Paulo Pizolotto dos Santos
I Concurso de Poesias Gauchescas – 31º Rodeio de VacariaPublicado em
Quando um poeta chora... correm lágrimas de nostalgia! Deixando triste a poesia e apertando o coração. São instantes de emoção que fazem voltar à lembrança, O tempo que era criança e os momentos de solidão...
Quando um poeta chora, o seu mundo fica em griz. Não é o mesmo ser feliz que expressa seu pensamento, Revivendo cada momento que construiu na história, Compondo versos de glória, transbordando sentimento.
Quando um poeta chora uma das culpadas é a saudade. Amores da mocidade, passagens de tempo antigo... E por tudo que tenha vivido no fundo sabe que ela aperta, E no peito também desperta, recuerdos de um ombro amigo.
Quando um poeta chora prevendo o futuro... Fica com o olhar obscuro, em razão de sofrimentos. Pealado em certos momentos, pela vida que o surpreende, Busca por rimas e entende a força para desalentos.
Quando um poeta chora, todo o pago se entristece. Entre lamúrias e preces, os seus dias vão passando. O poeta sempre sonhando em viver tudo o que escreve, Nos singelos versos descreve, o que a vida vai lhe provando.
- Quando um poeta chora e a lágrima escorre ao papel, Uma nuvem paira no céu escurecendo o seu dia... Ele transpõe na poesia, o seu amor mais profundo, Demonstrando para o mundo: sonhos, ilusões e magia
Quando um poeta chora, sentindo a própria partida. Relembra toda sua vida, e fica assim a repensar, Que muito vale sonhar, engrandecendo a alma “taita”.. Que hoje chore esta gaita, para o poeta... não chorar.