Madrugada Missioneira
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de poncho negro estendido, há um soluço reprimido, no fim da noite campeira; como adorando a chaleira, sobre as brasas de espinilho, - ao estribilho, do "pai de fogo" que chia, completando a sinfonia do flete quebrando milho!
Há um ruflar de cabeleiras, com gritos de: ibi..bi,,bi e um soturno "laususcri" que vem do fundo das grotas marcando as últimas notas do funeral guarani.
...A cunhatay trigueira, mais doce que o guabiju, já não busca o índio cru, para o idílio primeiro, no velho rio missioneiro que amamentou Tiaraju!
...As estrelas bombeadeiras, com fogoneios de frio, são candeeiros sem pavio, clareando em noites serenas, os atavismos e as penas, do missioneiro arredio!
...A furna da feiticeira, já não é mais o que era, o jarau virou tapera, foram-se as negras batinas e o templo guarda, entre as ruínas, os assobios do angoera!
Madrugadas missioneiras, com cheiro forte de terra, os teus caciques de guerra, mateiam noutras fogueiras; já não há duas bandeiras, da Ibéria - voejando ao léu, houve um glorioso Te-déum, de sangue - e dessa oferenda, nasci GAÚCHO e legenda, pra me tapar com teu céu!!