Amigos Que Tenho
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Iniciamos esta noite Recitando Campos e Pingos Pra homenagear este campeiro Que tem por nome Domingos.
Prosseguindo esta noitada A brotar versos xucros e novo Pra um homem de ofício Campeiro Que chamamos tio Antônio.
Os parceiros se perfilam Como moirões de alambrados Para escutar versos rimados Que trago dentro do tino E homenagear o alambrador Que traz por marca Altivo.
A noite já vai alta E a tempo a Boieira luziu E os poetas arrancam versos Das entranhas deste chão Pra saudar o amigo Argeu Tropeiro desse rincão.
Trago versos de improviso Nesta mala de garupa, Pra saudar homens ausentes Como um marco do passado Um era o tio Reinaldo E o outro o vô Zé Rosa.
E desta cepa manancial Que brota da seiva do chão, Crioulo de Caçapava, E morada? No céu aberto. Aníbal era sua marca, E campeiro o seu Galão.
Por certo irmanam vozes Da memória dos poetas E declamadores de lei A enaltecer esta raça Que segue viva nos pampas No seu ofício bagual, Mas também nos corredores De um povoado e luzeiros, Onde vive um campeiro Sem campos pra cavalgar.
E nesse oratório de versos Peço ao nosso Patrão Maior Que mande bênçãos do céu A esses homens campeiros Pois nos campos ou aqui no luzeiro Estão sempre de pingo alçado Para trazer o passado A cabresto pro presente E mostrar para essa gente O amor pelo Rio Grande.