De Fios, Amores e Destinos
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Fio... Oh fio vermelho do tempo! A ti fio meu destino Fio também meu desalento.
Há tempos venho fiando sonhos Afiados de tantas esperas Que morrem a cada outono E renascem com as primaveras
Mas ainda confio no fio do tempo Mesmo que ande emaranhado Deixando, assim, os extremos Perdidos, um para cada lado
Porém, quem terá a outra ponta? Essa questão me causa agito Quem será a tal pessoa Dona do meu Akai Ito?
Onde andará a alma gêmea Que leva meu mindinho amarrado? Ser com qual, desde a infância Tenho o destino traçado
Saber de sua existência Renova minha esperança Pois sei que um dia te reencontro Não importa tempo e ânsia
Vai demorar, senhor destino? Pro fio ser desembaraçado Pra linha finalmente encurtar E com os dedos entrelaçados Levar o dono da outra ponta Pra todo sempre ao meu lado?
(Inspirado na lenda chinesa Akai Ito)