Alma em Verso
Poesia

Reflexões em Vilanelas

Moisés Silveira de Menezes

IV Festival A Poesia nos Une - TapejaraPublicado em

I Vida, destino, dilema, página em branco ao arbítrio,o tempo com seu grafema.

Ao início um teorema que logo se põe ao largo, vida, destino, dilema.

Inserido em um sistema Que aflige, açoita, judia,o tempo com seu grafema.

Assim seguindo no tema A vida, campo a lo largo vida,destino, dilema.

Antigo velho trilema, verbos, Ter, estar e ser, o tempo com seu grafema.

O gaúcho, um siglema, no conceito espiritual, vida, destino, dilema.

A luz de origem suprema, conduz o homem na estrada, o tempo com seu grafema.

A estrada tangendo a pena, no tranco de quem vai longe, vida, destino, dilema.

Baio estrela, um poema, conhece o jeito da estrada. A vida com seu dilema, o tempo com seu grafema.

II Longe, a linha do horizonte Que ensina caminhar Destino, vida em reponte.

O sol refulge ao desponte, clareia sonhos, visões. Longe, a linha do horizonte.

O amor, água na fonte, sacia, acende, apazigua. Destino, vida em reponte. . Passado ficou ontonte, presente, bater estrada. Longe, a linha do horizonte.

Futuro não tem afronte, pra quem respeita o andar. Destino, vida em reponte.

O baio, estrela na fronte, vai olfateando a manhã. Longe a linha do horizonte.

A cruz em cima do monte, traduz palavra e silencio. Destino, vida em reponte.

Para clamar ao arconte, mostre a bagagem da estrada. Longe a linha do horizonte.

Um dia, o velho Caronte, vem decifrar o teorema. Longe, a linha do horizonte, destino, vida em reponte.