Alma em Verso
Poesia

O Espírito Incessante Que Há Na Alma Dos Poetas - Matheus Costa

Matheus Costa

17º Bivaque da Poesia GáuchaPublicado em

O espírito incessante que há na alma dos poetas… ...voa livre nos caminhos, pelos rumos que escolheu. É testemunha confesso dos resquícios da saudade... ...pois, sem ela, é só metade diante à tudo que viveu.

Nasceu num ciclo passado, de genuína bendição… ...fomentando a própria sina por sobre os passos do bem. Igual à ele, é o homem que livra as cismas do peito… ...quando se espelha no jeito do bom exemplo de alguém!

Foi conhecendo as distâncias - seus encantos e vilezas - tomando forma robusta junto à alma (aonde habita) …E revelou seu idioma num silêncio inesperado... ...quando, enfim, foi batizado por entre as linhas da escrita.

...Daí, comungou da reza mais pura destes lugares; Provando a fusão perfeita… deixando de ser disperso. Contou seu primeiro fato, numa experiência concreta… ...e viu-se preso ao poeta, depois de findar o verso!

O espírito incessante que há na alma dos poetas… ...soube de amores e juras, que até nem pôde rimar. Mas guardou junto consigo, mil segredos e desejos… ...pois, se o poema é um beijo, terá sempre à quem amar!

Visitou tantas ausências… dores, lamúrias e penas… ...como a cura disfarçada às chagas da solidão. Por ser espírito vivo, não padece às incertezas… ...e é a vela - sempre acesa - no escuro do coração!

O espírito incessante que há na alma dos poetas... ...existe neste infinito, muito além do nosso olhar. É um horizonte distante, entre as lonjuras postado… ...onde só de olhos fechados, conseguimos o enxergar!

Sofre, igual à toda gente destes campos e rincões; …No breu das imensidões, se refugia e lamenta. (Talvez por isso que o céu, depois de largas demoras... ...acompanhando quem chora, desabe em tom de tormenta).

Mas, logo, renova o viço… varre ciscos de ressábios… ...e volta, diante dos lábios, sonolento em noite quieta. Até que ganhe motivos de sorrir e ser do mundo… ...compondo o verso fecundo que dá bom dia ao poeta!

Este espírito nativo, gêmeo do vento e da terra… …em qualquer sonho se aferra com constante sintonia. Dá forças ante o fracasso, traz esperança ao descaso… ...pois, viver um algo raso, ao homem não tem valhia!

Não teme a sombra da morte, afinal, se fez eterno… - Poncho grosso dos invernos... Sombra, se o verão judia - Guarda o feitiço indelével, claro e certeiro o bastante para pôr vida pulsante numa caneta vazia!

Já cruzou porteiras tantas, sem mesmo pedir “permisso” carregando o compromisso de vigiar estes confins. Do meu rancho sem vaidade, sabe todos os atalhos… ...e nenhum caminho é falho pra que ele chegue até mim!

Quanto me alegra a visita! Quanto o aguardo, pensando... ...por onde estará rondando, que até estranho a demora. Mas quando chega, traz junto, tamanha paz e bondade… ...que dele sinto saudade, antes mesmo de ir embora!

E os muitos que não o vêem - pobres de aura e humildade - definham sob a vaidade que os guia e os dá a mão. Desconhecem toda sorte de ter na essência terrunha… ...aquilo que a gente alcunha de luz ou inspiração!

Por isso que, pra o meu filho… além de um futuro pleno, caráter justo e sereno - bençãos que a sina arquiteta - Eu hei de pedir à Deus, que lhe conceda o bastante… ...e o espírito incessante que há na alma dos poetas!!