O Porque das Flores
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A primavera da vida pintou os matizes das flores, formando o jogo de cores de um arco-íris qualquer. Eu cantando um bem me quer no tranco lerdo do baio, juntei as flores de maio num perfume de mulher.
Então enfeitei o sonho com brancos Lírios do pampa, um pirilampo se estampa no fundo da sesmaria. É o clarão da luz do dia que moldando a flor mulher, desfolhou um mal-me-quer nas pétalas da Maçanilha.
“Como retrucar um ouro se tenho uma flor de Abóbora... e muito pouco me sobra pra empessar nova partida.” Das flores que enfeitam a vida todas elas são perfeitas, mas o teu olhar enfeitas com boques de Margarida.
Maracujá é majestosa, A Orquídea enfeitou a corte, Ipê roxo, é pra dar sorte, Hortênsia é sempre singela, no campo a flor amarela dá mais vida, e mais beleza, e teu “Brinco de Princesa” é símbolo da minha terra.
Esqueceram a Corticeira, nascida ali por acaso, e que fez da restinga, seu vaso, seu galpão, sua morada. Que se conserva orvalhada mas adormece confusa, por ter se tornado musa das claras noites prateadas.
Impossível escolher uma, na beleza desta flora, que traduz a luz da aurora em poesia e calor. O sol no seu resplendor, da lua ao sentir saudades, vem buscar tranqüilidade na beleza de uma flor.
Se há outro mundo habitado na imensidão do infinito, e o poema mais bonito traduzir saudades dela. Buscarei flores, as mais belas, em Marte, Saturno, ou Vênus, para ver teus olhos serenos, nas Violetas da janela.