Alma em Verso
Poesia

O Sal dos Olhos

Gujo Teixeira

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andei passeando no teu sorriso e me esqueci de voltar perdi o rumo da estrada por me guiar nesse olhar. quem sabe um dia eu veja o que o olhar não entende e descubra do meu jeito porque teu riso me prende.

meus olhos claras vertentes das coisas que a alma reflete basta um silêncio de noites que a saudade se repete. e faz brotar lentamente tristezas que a gente tem mesmo guardadas por dentro se mostram quando convém.

às vezes o sal dos olhos se a saudade não é pouca nos mostra um gosto amargo salgando o doce da boca. às vezes o sal dos olhos é uma lágrima sentida que nos desce pela face por uma fresta de vida

não sei porque esse jeito essa lágrima no rosto se por um sorriso apenas a boca mostra seu gosto. e tudo muda ao seu tempo desfaz-se o que era triste silêncio, depois palavras e uma alegria que insiste.

mesmo sem saber os rumos que os olhos hão de me dar quero teu riso de perto pra aprender a voltar. e depois saber da vida o que os meus olhos tem essa lágrima sentida pela saudade de alguém!